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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um milgre....



 Jesus filho de Davi, Tenha compaixão de mim
Jesus filho de Davi, Atende o meu clamor


Um Milagre em Jericó / Marcelo Nascimento


domingo, 22 de julho de 2012

Caminho....




Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado, sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de formas diferentes! Já não caminho mais sozinha, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. Mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem, me faz perceber que valeu a pena... 
Sigo a  passos lentos, mais firmes, com classe e elegancia, 
e com a certeza que chegarei lá..!!!


*****

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Minha estrela é você..!!


Podemos dizer, que há pessoas "cometas" e há pessoas "estrelas". Os cometas causam alvoroço, excitação, mais apenas passam, apenas são lembrados pela data que retornam e depois desaparecem. Mais as estrelas permanecem..!! Portanto, importante é ser estrela, permanecer, ser calor, ser vida, amor. Amigo verdadeiro é estrela. Os anos podem passar mas as marcas ficam no coração, na alma,  assim são os amigos na vida da gente, pode-se sempre contar com eles. São coragem nos momentos difíceis, são luz nos momentos de desanimo, são colo, abrigo. Ser estrela nesse mundo de cometas é um desafio, mas acima de tudo é uma recompensa. 
É nascer e ter vivido e não apenas existido.

Feliz Dia do Amigo!

sábado, 14 de julho de 2012

Amor e Entrega...!


Um grande amor nunca se faz sem entrega, e se não há entrega, então é porque não há amor. Como quem ama a vida, nunca tem medo de se entregar a ela, mesmo que isso lhe custe a sua própria existência. Quem tem medo da vida acaba por não viver. Assim quem tem medo do amor, acaba por não senti-lo em sua plenitude.

Eu só sei amar assim, com as mãos abertas, estendidas e o coração sem defesas. Chamem-me romântica; mais eu acho que sou apenas verdadeira. Pois se eu não viver assim, com o coração pulsando, embalada por um sonho que me aquece o corpo e o espírito, eu não vivo; sei que a tristeza ou a decepção pode tomar conta da minha vida as vezes, e a seguir à tristeza ou vem a indiferença ou a loucura, mais mesmo assim prefiro viver e amar do que apenas existir.

Eu penso, que é preciso saber viver o amor, ser mais leve, esquecer as mágoas, matar as inseguranças e acreditar que vale a pena amar, que vale a pena partilhar o nosso amor, mesmo que quem o recebe não saiba abrir as mãos para o agarrar.

Gosto destes versos de Margarida Rebelo:

"O que eu mais gosto no amor é que, quando é levado a sério, cabe tudo lá dentro. É muito mais do que querer, desenhar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes. O amor é muita coisa junta, e as vezes não cabe em palavras, nem em beijos, porque nos leva a si mesmo por caminhos que nem ele mesmo conhece, por isso quem ama se repete sem se cansar e tudo promete quase sem pensar, porque o amor, quando é a sério, sai-nos por todos os poros, até quando estamos calados ou a dormir."

Em fim, não se ama pelas qualidades, nem por isto ou por aquilo, ama-se simplesmente, alem de defeitos, ama-se sobretudo pelo que és..!



Desejo um ótimo sábado, com fé na vida e muito amor no coração...!!


Gisele Mulek


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Todos os amores deveriam ser possíveis....



"... Todos os amores deveriam ser possíveis. Pessoas não deveriam chegar, nem antes, nem depois. Tudo deveria ser exatidão, pontualidade vital para que o amor aconteça. A terra deveria girar com esse único propósito: o encontro das almas. O resto seria resto e tudo seria para sempre. Brilhar para sempre, brilhar como um farol. Brilhar com brilho eterno. E do sol..."

-Maiakóvski-

terça-feira, 10 de julho de 2012

Arrumação...!!


Puxa vida..!! Quase um mês e não consegui publicar nenhum post novo. Compromissos, correrias, preguiça sei lá.. falta de inspiração talvez, acho mesmo que um pouco de tudo isso tem tomado conta de mim, fazendo-me criar "desculpas" e adiar o que tenho que fazer.

Bem, mais o assunto que resolvi escrever hoje se torna oportuno a isso, o texto abaixo não me deu muito "trabalho" para escrever, na verdade foram falas em meio a uma conversa com uma amiga, que me fez pensar o outro lado dessa rotina, o assunto é interessante, fala de "arrumação" diz algo mais ou menos assim....

“... aqui em casa está um pouco sujo e bagunçado, roupas e calçados estão fora do lugar, roupas para lavar e passar, banheiro para limpar, poeira para tirar dos móveis, etc.. etc.. sempre temos um dia na semana que separamos para dar uma geral na casa e, para mim, hoje é esse dia.. não pode ficar pra amanhã se não a coisa fica pior...”

Ao falar sobre esse cotidiano da minha vidinha de dona de casa, veio à minha mente um paralelo: tenho de parar para “arrumar a minha casa”, caso contrário a coisa fica feia, podemos ate ir adiando por um tempo, mais chega o dia que declaramos: a "arrumação" tem de acontecer hoje, pois já não se suporta mais ver as coisas “fora do lugar”.

Alguns pensamentos surgiram em minha mente, primeiro que esse “fora do lugar” é relativo, sabe por quê? Porque só eu sei o que é preciso arrumar na “casa”: o que limpar, onde limpar, ou até mudar os móveis de lugar. Talvez para uma outra pessoa a minha casa esteja arrumada, talvez ela não veja necessidade de arrumação.

Por isso tudo depende do dono da casa, afinal cada um conhece a mobília que tem: foi na loja, escolheu a mobília, pagou por ela, levou para casa e organizou da maneira que achou melhor. Mais com o tempo, os móveis no mesmo lugar começam a incomodar, e então mudamos de posição, inutilizamos alguns, vendemos outros, ou simplesmente nos desfazemos de alguma coisa que não tem mais funcionalidade dentro da nossa casa.

É mais ou menos assim: damos ou vendemos mobílias velhas todas as vezes que queremos mudar alguma coisa dentro de casa. Aliás, a questão não é nem se a coisa está velha ou não, desgastada pelos anos ou por estar à exposição do sol e da chuva. A questão é: damos e vendemos aquilo que não nos serve mais, com o pensamento de que temos de deixar a casa mais confortável, esse é o objetivo final.

Outro fator curioso que, durante a arrumação, sempre aparece alguém “mais experiente” para dar alguns conselhos. Hum.. Acho que aquele móvel ficaria melhor no canto de lá; Esta vendo aquela cadeira, porque você não joga fora? Você precisa mesmo arrumar isso? E assim são muitos os "conselheiros" que aparecem na hora da arrumação, mas nenhum deles se aventuram a "pegar no pesado" e dificilmente se importam com o verdadeiro significado dessa arrumação particular.

Assim o tempo de arrumação é um tempo precioso, bom e proveitoso. Ao olhar para minha casa, faço uma retrospectiva dos momentos bons e ruins, permito-me chorar e sorrir, percebo meus acertos e vejo claramente meus erros, isso não para punir a mim mesma, mais para poder tirar proveito e aprendizado do que passou, e assim poder agir de forma mais coerente no que esta por vir.

Afinal de tempo em tempo uma arrumação sempre se faz necessária, pode ser que ainda tenha mobília para trocar, mudar ou simplesmente tirar o pó, mais hoje de uma coisa eu sei: ninguém fará a "arrumação" por mim. Por isso, insisto em pedir o favor (imerecido) de Deus, pois em meio às incertezas que me acompanha no dia-a-dia, e seja o que for que ainda me aconteça, me esforçarei para sempre estar nas mãos dAquele que é fiel seja qual for o resultado de minha arrumação.

Pois ainda prefiro o juízo de Deus, do que o julgamento baseado na doutrina humana, que é severa e exala um mal cheiro de perversidade e interesses próprios, pois ninguém conhece nosso coração como Ele, ninguém sabe de nossas fraquezas nem tão pouco daquilo que realmente nos faz feliz, por isso estar em Deus é o que faz meu coração caminhar tranqüilo.


Uma ótima semana pra você!


Gisele Mulek


terça-feira, 12 de junho de 2012

Pra Sonhar...



 Pra Sonhar
Marcelo Jeneci

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão

Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar, pra sonhar

O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais

De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar, domingo

 
 
Dia dos Namorados.....

sábado, 9 de junho de 2012

É só amor...



Monte Castelo
Legião Urbana

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.


***

Pagai o mal com o bem, 
porque o amor é vitorioso no ataque 
e invulnerável na defesa. 
- Lao Tsé -



Ótimo sábado.

Gisele Mulek

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Remar... Re-amar... Amar...


Você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. 
Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.
 
 Caio Fernando Abreu

domingo, 3 de junho de 2012

Escutatório



Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos (...) Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo pensamos, somos os mais bonitos...

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... 

De Rubem Alves - O amor que acende a lua, pág. 65



Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos. - Oscar Wilde -



Uma semana de vitórias a todos.

Gisele Mulek

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