.
Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


○○○○○

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pra Sonhar...



 Pra Sonhar
Marcelo Jeneci

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão

Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar, pra sonhar

O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais

De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar, domingo

 
 
Dia dos Namorados.....

sábado, 9 de junho de 2012

É só amor...



Monte Castelo
Legião Urbana

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.


***

Pagai o mal com o bem, 
porque o amor é vitorioso no ataque 
e invulnerável na defesa. 
- Lao Tsé -



Ótimo sábado.

Gisele Mulek

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Remar... Re-amar... Amar...


Você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. 
Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.
 
 Caio Fernando Abreu

domingo, 3 de junho de 2012

Escutatório



Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos (...) Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo pensamos, somos os mais bonitos...

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... 

De Rubem Alves - O amor que acende a lua, pág. 65



Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos. - Oscar Wilde -



Uma semana de vitórias a todos.

Gisele Mulek

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Extraordinário...!!




Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. Pois é, e de quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?


Por isso, respeite o que te faz feliz...!!



terça-feira, 29 de maio de 2012

Ainda...


Não digamos 'não', nem 'nunca mais'
Não digamos 'sempre' ou 'jamais'
Digamos, simplesmente: 'ainda'
Ainda nos veremos um dia
Ainda nos encontraremos na estrada da vida
Ainda encontraremos a pousada
o afeto almejado, a guarida
Ainda haverá tempo de amar..
sem medo, totalmente... infinitamente...
sem ter medo de pedir, de implorar, ou chorar...

Ainda haverá tempo, para ser feliz novamente
Ainda haverá tristeza, ainda haverá saudade
Ainda haverá primavera, o sonho, a quimera

Ainda haverá alegria, apesar das cicatrizes
Ainda haverá esperança,
Porque a vida ainda é criança ...
E amanhã será outro dia...!



sábado, 26 de maio de 2012

Elegância..!



Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detecta-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. 

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.

É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, mas tentar imita-la é improdutivo.

A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado "brucutu", que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.

Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Por, Martha Medeiros.



Seja elegante, não pelo que você tem, mais sim pelo que você é..!

Um ótimo final de semana..!

Gisele Mulek


sábado, 19 de maio de 2012

O mundo do "faz de conta"



Durante alguns anos, podíamos afirmar que o comportamento das pessoas estava dividido em dois períodos distintos:

Na minha infância aprendi que era preciso SER:

ser honesta;
ser educada;
ser digna;
ser respeitadora;
ser amiga;
ser leal;
ser trabalhadora...

Alguns anos mais tarde, fui testemunha da fase do TER:

ter boa aparência;
ter dinheiro;
ter status;
ter uma boa casa;
ter os filhos em colégios muito “in”
ter móveis de estilo;
ter, ter, ter e ter.....!

Mas estive pensando, afinal o que temos exatamente nos dias de hoje? Cheguei a uma conclusão estranha, hoje as pessoas vivem de "aparências" em um mundo de "faz de conta":

os pais fazem de conta que educam;
os professores fazem de conta que ensinam;
os alunos fazem de conta que aprendem;
os profissionais fazem de conta que são competentes;
os governantes fazem de conta que se preocupam com o povo;
o povo faz de conta que acredita;
as pessoas fazem de conta que são honestas;
líderes religiosos fazem de conta que são representantes de Deus;
os fiéis fazem de conta que têm fé;
criminosos fazem de conta que são dignos;
a justiça faz de conta que funciona e que é imparcial;
e assim a todo mundo faz de conta que está tudo bem...
porque afinal o que conta é a aparência!

Mais é triste esse mundo do faz de conta... pois

Por fora sorrisos educados.. por dentro choro declarado...
Por fora aceitação social.. por dentro rejeição moral...
Por fora uma vida comemorada.. por dentro uma alma torturada...
Por fora um amor celebrado.. por dentro um vazio constatado...
Por fora uma vida de aparência.. por dentro uma dor na consciência...

Porque quando estamos diante de nos mesmos, quando nos olhamos ao espelho e nos confrontamos com a nossa consciência, não há como enganá-la. Pode haver mil desculpas para explicar o “faz de conta” de cada um, mas não há como justificá-lo!

Pois quem age assim, confunde e engana a si próprio, caindo no vazio das depressões, por não saber quem é na realidade. Afinal não existe engano maior do que enganar a si mesmo..!

Por isso sejamos pessoas autênticas, deixando de representar aquilo que não somos; não precisamos nos envergonhar das nossas realidades, pois a vida é feita de simplicidade e verdade.

Sejamos pessoas de bem, bons profissionais, amigos leais, pais zelosos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinamentos bíblicos, pessoas que trabalham e lutam para conseguir pagar a sua sobrevivência com dignidade, etc.. etc.. Essas são atitudes simples mais coerentes, e que acima de tudo nos fazem fiel a nos mesmos.

Lembre-se:

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade" -Mario Quintana- 



A vida é feita de coisas simples...!!

Um ótimo final de semana...!!



Gisele Mulek

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Faz frio aqui.




Faz frio aqui....
Frio dentro, frio na alma
O frio da pele qualquer casaco desfaz
Mais esse frio da alma
Apenas se tiver o par certo
O jeito certo, a dedicação certa
O frio da alma assola
O frio da alma congela suas ações
Deixa-te inerte a vida, as sensações
O frio da alma destrói
Lentamente, sem dó, sem piedade
Ele é implacável, insensível, sem coração
Sinto falta do sol,
Que me aquecia nas manhas
Que iluminava

Faz frio aqui...

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe...!!!



Uma arte divina, uma sintonia afinada uma beleza inquestionável
Virtuosa, seu valor exede de rúbis, uma raridade a essência do universo
Braços que acolhem, mãos que seguram, 
Olhos que cuidam falas que ensinan
A refêrencia de vida o porto seguro nos vendavais
O ponto de saída e da chegada
A força que surge das fragilidades e a não desistência mesmo nas ruínas
Um amor verdadeiro que fala mesmo no silêncio 
Um ímã que a segura aos seus
A beleza sem maquiagem, 
Aquela que o tempo não enfeia apenas amadurece o ser
É o centro das homenagens em datas não fixas 
Porque com passar do tempo és sempre mãe
É o dom da vida, uma vida gerando outra vida, 

É o presente, é a referencia do futuro
Aquela que lembra mesmo sendo esquecida, 

Aquela que é mesmo não sendo reconhecida
É o ensino com seus atos expressões e as impressões no seu dia a dia
És a detentora  de um dos atributos mais lindo: ser Mãe...!!


 Feliz dias das mães..!!

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