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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O campo de abacaxis....


Esta é uma história verídica.

A história do campo de abacaxis aconteceu na Nova Guiné. Ela durou sete anos. É uma ilustração profunda de um princípio bíblico básico aplicado. Ao ler este relato original, você descobrirá que ele é um exemplo clássico do tipo de lutas que cada um de nós enfrenta até que aprenda a aplicar o princípio de renúncia aos direitos pessoais.

Minha família e eu trabalhamos com pessoas bem no meio da selva. Um dia, resolvi levar para aquela região alguns abacaxis. O povo já tinha ouvido falar de abacaxis. Alguns já os haviam provado, mas não tinham meios de consegui-los. Busquei então, mais de cem mudas de uma outra missão. Contratei um homem da aldeia, e ele plantou todas as mudas. Eu o paguei pelo serviço prestado (sal e diversas outras coisas que necessitava) e durante dias ele trabalhou. Precisei ter muita paciência até que as pequenas mudas de abacaxi se tornassem arbustos grandes e produzissem abacaxis.

Demorou uns três anos. Lá no meio da selva, você às vezes tem saudades de comer frutas. Não é fácil conseguir frutas e verduras frescas.

Finalmente, no terceiro ano, pudemos ver surgir abacaxis que davam "água na boca", e só estávamos esperando o Natal chegar, porque é nesta época que eles ficam maduros. No dia de Natal minha esposa e eu saímos ansiosos para ver se algum abacaxi já estava pronto para ser tirado do pé, mas tivemos uma surpresa desagradável após a outra. Não conseguimos colher nem um só abacaxi.

Os nativos haviam roubado todos! Eles os roubavam antes de ficarem maduros. É costume deles, roubar antes que as frutas amadureçam e assim o dono não as possa colher.

E aqui estou eu, um missionário, ficando com raiva dessas pessoas. Missionários não devem ficar com raiva, vocês todos sabem disto, mas fiquei e eu disse a eles: “rapazes, eu esperei três anos por estes abacaxis. Não consegui colher um único deles. Agora outros estão amadurecendo, se desaparecer mais um só destes abacaxis, fecharei a minha clínica.”

Minha esposa dirigia a clínica. Ela dava gratuitamente todos os remédios àquela gente. Eles não pagavam nada! Nós estávamos nos desgastando tentando ajudá-los, cuidando de seus doentes e salvando as vidas de suas crianças. Os abacaxis ficaram maduros e um por um foi roubado! Então achei que deveria me defender deles. Eu simplesmente não podia deixar que fizessem comigo o que queriam... Mas a verdadeira razão não era esta.

Eu era uma pessoa muito egoísta, que queria comer abacaxis. Fechei a clínica. As crianças começaram a adoecer, não podiam evitar, a vida era bastante difícil naquela região. Vinham pessoas com gripe, tossindo e pedindo remédio e nós dizíamos: “Não! Lembrem-se que vocês roubaram nossos abacaxis”. “Não fui eu!” – eles respondiam – “foram os outros que fizeram isso”. E continuaram tossindo e pedindo. Não conseguimos manter mais a nossa posição; reabrimos a clínica. Abrimos a clínica e eles continuaram roubando nossos abacaxis.

Fiquei novamente louco raiva e resolvi fechar o armazém. No armazém eles compravam fósforos, sal, anzóis, etc. Antes eles não tinham essas coisas, por isso não iriam morrer sem elas. Comuniquei minha decisão: “vou fechar o armazém, vocês roubaram mais abacaxis”.

Fechamos o armazém e eles começaram a resmungar: “vamos nos mudar daqui porque não temos mais sal. Se não há mais armazém, não há vantagem para ficarmos aqui com esse homem. Podemos voltar para nossas casas na selva” e se mudaram para a selva.

E ali estava eu, sentado comendo abacaxis, mas sem pessoas na aldeia, sem ministério, sem condições de aprender a língua para traduzir a Bíblia. Falei com minha esposa: “Podemos comer abacaxis nos Estados Unidos, se é só o que temos para fazer”.

Um dos nativos passou por ali, e eu lhe pedi para avisar que na segunda-feira abriria novamente o armazém. Pensei e pensei em como resolver o caso dos abacaxis... Meu Deus! Deve haver um jeito o que posso fazer?

Chegou o tempo de minha licença e eu aproveitei para ir a um Curso Intensivo para Jovens. Lá ouvi que deveríamos entregar tudo a Deus. A Bíblia diz que se você der você terá; se quiser guardar para si, perderá tudo. Dê todas as suas coisas a Deus e Ele zelará para que você tenha o suficiente.

Este é um princípio básico. Pensei o seguinte: “amigo, você não tem nada a perder. Vou entregar o caso dos abacaxis a Deus...” Eu sabia que não era fácil fazer um sacrifício! Sacrificar significa você entregar algo que você gosta muito, mas eu decidi dar a plantação de abacaxis a Deus e ver o que Ele faria. Assim, saí para plantação, à noite e orei: “Pai, o Senhor está vendo estes pés de abacaxis? Eu lutei muito para colher alguns. Discuti com os nativos, exigi meus direitos. Fiz tudo errado, estou compreendendo agora. Reconheço o meu erro, e quero entregar tudo ao Senhor. De agora em diante, se o Senhor quiser me deixar comer algum abacaxi, eu aceito caso contrário, tudo bem, não tem problema".

Assim, eu dei os abacaxis a Deus e os nativos continuaram roubando-os como de costume. Pensei com meus botões: “Deus não pôde controlá-los” Então um dia, eles vieram falar comigo: “Tu-uan (que significa estrangeiro) o senhor se tornou cristão, não é verdade?” Eu estava pronto para dizer: “Escute aqui, eu sou cristão já há vinte anos!”, mas em vez disto eu perguntei: “por que vocês estão perguntando isso?” “Porque o senhor não fica mais com raiva quando roubamos seus abacaxis”, eles responderam. Isso me abriu os olhos. Eu finalmente estava vivendo o que estivera pregando a eles. Eu lhes tinha dito que amassem uns aos outros, que fossem gentis, e sempre exigia os meus direitos e eles sabiam disso. Depois de algum tempo alguém perguntou: “Por que o senhor não fica mais com raiva?” “Eu passei a plantação adiante”, respondi, “ela não pertence mais a mim, por isso vocês não estão mais roubando os meus abacaxis e eu não tenho motivos para ficar com raiva”.

Um deles arriscando perguntou: “para quem o senhor deu a plantação?” então eu disse: “Dei a plantação para Deus”. “A Deus?” – exclamaram todos – “ele não tem abacaxis onde mora!” “Eu não sei se lê tem ou não abacaxis onde mora”, respondi – “eu simplesmente lhe dei os abacaxis”.

Eles voltaram para a aldeia e disseram para todos: “vocês sabem de quem estamos roubando os abacaxis? Tu-uam os deu a Deus” e começaram a pensar sobre o assunto... E combinaram entre si: “Se os abacaxis são de Deus, agora não devemos mais roubá-los” Eles tinham medo de Deus.

Os abacaxis novamente começaram a amadurecer. Os nativos vieram para me avisar: “Tu-uan, seus abacaxis estão maduros”. “Não são meus, eles pertencem a Deus” – respondi. “É melhor o senhor comer, pois vão apodrecer”. Então colhi alguns, e deixei também para os nativos.

Quando me sentei à mesa com minha família para comê-los, eu orei: “Senhor, estamos comendo seus abacaxis, muito obrigado por me dar alguns.”. Durante todos os anos em que estive com os nativos, eles estiveram me observando, e prestando atenção às minhas palavras. Eles viam que as duas coisas não combinavam. E, quando eu comecei a mudar, eles também mudaram. Em pouco tempo, muitos se tornaram cristãos.

O princípio da entrega a Deus, estava funcionando realmente. Eu quase não acreditei... “Mais tarde, passei a entregar outras coisas para Deus”.


*Extraído do livro A Verdadeira Felicidade (estudo sobre As Bem Aventuranças)– Jaime Kemp - Editora Sepal



*****


Confia no SENHOR e fazê o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.Descansa no SENHOR, e espera nele; Salmos 37: 3 a 7.

Uma semana abençoada a todos!!



Gisele Mulek


domingo, 5 de dezembro de 2010

Colhendo Sonhos..!!!


Com as mãos cheias de sonhos,
fui para o campo, fazer o plantio.
E semeando a cada um deles eu
pude perceber o quanto são valorosos.
E resolvi vê-los crescer e os vi tão
desenvoltos, que abriu sob minha
cabeça um céu de esperança e sobre
os meus pés um mar de amor...
E quando comecei a colher os sonhos
que cresceram diante dos meus olhos,
emaranhado ao meu corpo como se
saíssem de mim feito galhos de arvores,
entendi que sonhar é preciso.


*****

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Contagiante....


Hoje, andando pela rua com minha caçula, minha pequena Rebeca de dois anos e meio, vivi algumas curiosidades.

Para ela na verdade tudo é curioso, e por alguns momentos passei a observá-la mais atentamente, e percebi como as coisas simples a cativam e prendem sua atenção. Coisas que muitas vezes passam por nos despercebidas, pois estamos num ritmo tão frenético em nossas correrias diárias, que nem damos atenção para coisas "seculares".

Ela se encantou com a fonte de água no meio da Rua XV, já passei por lá tantas vezes, sei que a fonte esta lá, mais nunca parei para olhá-la, e hoje (rs) impressionante como é bonita, no meio do agito, lá esta ela, para enfeite, para chamar atenção, de poucos, como a minha menina.

Ela olhou atentamente os enfeites de natal que começam a ser colocados pelas calçadas, em particular algumas árvores de ferro em formato de pinheirinhos, algumas verdes, outras brancas, essa diferença de cores, também visto por ela, que ao ver a árvore branca exclamou: “esta suja neh mamãe”... sorri é confirmei... mas no mesmo instante pensei... mal olhei, e ela no entanto percebeu além da própria árvore.

Sem contar os pássaros, que ela teima em tentar pegar (rs), as lojas de calçados, as bancas de revista, tudo para ela é espetacular, com direito a comentários inacreditáveis.

Ela avistou um homem vestido de “papai-noel” soltou das minhas mãos e saiu correndo em direção a ele, sem cerimônias disse: “oi, tudo bem com você” (rs), irresistível neh, ele a tomou nos braços e perguntou: o que quer de presente de natal, e ela prontamente respondeu: “um violão” , sorriu e voltou para mim.

Mais adiante, ela fitou um senhor sentado na calçada, e aquele velho, sujo, mal cheiroso, carrancudo, diante dela também não resistiu e sorriu pra ela.

Um pouco mais a frente estava passando um carro todo de enfeites natalinos, que ninguém dava muita importância, mais ela parou, disse: "música" ficou ali olhando, e as pessoas que passavam, paravam para olhar para ela, ver encanto que tinha em seus olhos e sorriam.

Ela em sua simplicidade consegue ver um mundo sem maldades, com seu colorido, com sua alegria, consegue fazer os outros sorrir, mesmo sem conhecê-los.

Isso me fez pensar, naquele texto onde Jesus diz "Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus; Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele".

Penso que é a essa simplicidade que se refere, nesse jeito ingênuo de ver o mundo e as pessoas, de viver sem se preocupar o que os outros vão pensar ou dizer, de ser verdadeiro, e de valorizar as pequenas coisas.

Tão pequena, mais tão contagiante...


Mamãe coruja... rs... Gisele Mulek

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quando eu chorar.....



...Escondo-me a um canto, com um nó na garganta e a sós, então chorarei... pelo que tinha a chorar... pelo que não tinhas... talvez apenas para alma lavar... e o coração aliviar... não.. não vou minhas lágrimas conter... deixar elas e o silêncio falar...!!!


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Não Serve...!!!


Não me serve, um amor que não me ame,
Que não me veja,
Que não enxergue através dos meus olhos,
Que não veja a minha alma através do corpo que carrego,
Que não veja os valores que trago,
Que não veja o ser humano repleto de defeitos e fraquezas,
E a mulher cheia de virtudes,
E a minha luta diária pra melhorar sempre,
Não me adianta um futuro pré-visto,
As surpresas fazem a nossa vida acontecer melhor,
Não me adianta um amor cheio de tantas “coisas”,
Se visto mais de perto, tão vazio,
Não me adianta um amor tão sublime e superior,
Que não seja capaz de ver sentimentos nos pequenos atos,
Que não tenha coragem de ser vivido,
Que não anseie pelo som da minha voz,
Que não veja a alma explodindo pelos poros,
Que não faça dos meus braços o seu porto seguro,
Que não perceba a alegria em estar,
Não me adianta um amor receptivo,
Que não entenda que o amor é troca,
Que não devolva sentimentos,
Que não perceba a importância de doar,
De nada me servem boas notícias incompletas,
Repletas de dúvidas e desencontros,
Que meu amor venha de qualquer lugar,
Que não seja oposto e nem igual,
Que seja diferentemente parecido,
Que as almas se encontrem,
Que os corpos se atraiam,
Que a mentes se entendam e se perdoem,
Que os olhos vejam através de suas cores,
Que tenha o calor do sol do verão,
O aconchego de uma fria e cinza tarde de inverno,
Que tenha o som de uma doce melodia,
Que o desejo pulse como o som de uma batucada,
Que seja maleável, completo, compreensivo,
Que tenha alegria, sorrisos, união,
Porque o amor é união,
E se não for pra acrescentar… então, não me serve!

Por Carolina Mulek ( http://carolmulek.wordpress.com/2010/11/29/e-preciso-ter-coragem/ )


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Frases!!!!

"...Saudade é amar um passado que ainda não passou; É recusar um presente que nos machuca; É não ver o futuro que nos convida..."

sábado, 27 de novembro de 2010

Renúncia...!!!


Costumamos valorizar muito o “ter”, quem tem importância geralmente são aqueles homens práticos que fazem progresso material, que promovem grandes feitos, homens de grande eloquência, homens que demonstram posição de autoridade, de atitudes fortes; para eles todas as homenagens.

Ensinava o teólogo e filósofo Albert Schweitzer, que herói não é o homem da ação, mas herói é o homem da renúncia. Pois renunciar é, sobretudo, um ato de coragem e poucos conseguem praticá-lo. Afinal é muito mais fácil apegar-se do que desapegar-se.

O ato da renúncia é mais louvável do que o ato do apego, mas a gente vive o tempo todo se apegando às coisas, ás pessoas, aos lugares, como se essas coisas, essas pessoas, esses lugares estivessem, sempre à nossa disposição.

O medo que sentimos frequentemente é o medo das nossas perdas, perda da mocidade, perda do dinheiro, perda da saúde, perda do prestígio, perda do amor, perda do emprego, perda da amizade, isso porque, somos egoístas.

Pensando em renúncia, me vem à mente a historia (Mateus 19) sobre o moço rico que indaga a Jesus sobre o que é preciso para alcançar a vida eterna; pois o rapaz possuía muitos bens e dinheiro, e era muito religioso, pois afirmava guardar todos os mandamentos; no conceito dos homens, ele era bom moço, mais ele queria a certeza do paraíso.

“E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?” Então Jesus lhe disse: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me”. Mateus 19:21 e 22

E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, envergonhado até, sem dizer uma palavra, pois o preço do paraíso era muito alto. Seus bens eram muitos, e renunciar a todos eles, e aos interesses inseridos, jamais; afinal foi tão difícil formar um patrimônio; porém, mais difícil, ainda, foi renunciar, ou melhor, desapegar-se.

A renúncia que Jesus queria era a renúncia ao apego, porque o apego é o que nos escraviza, é o que nos atormenta, é o que nos angustia, é o que nos torna infelizes, deprimidos, egoístas.

Afinal não é o ato da renúncia em si que importa. O que importa é o espírito da renúncia; você pode ter muitos bens e não ser apegado a eles. Deve ter consciência de que tudo passa, pois chegará, um dia, em que teremos de abandonar tudo aqui, num piscar de olhos. Ninguém é proprietário de nada nem de ninguém, a não ser de sua própria consciência.

É difícil renunciar.

Não digo a renuncia somente de bens materiais ou a riqueza, ou as propriedades; mais penso que é ainda mais difícil renunciar nosso ego, renunciar certos sentimentos, como o orgulho, o ódio, à vingança, aos ressentimentos, à inveja, à vaidade, à paixão; eis aqui o grande heroísmo.

Portanto, desapegue-se, aprenda a renunciar, a si mesmo se for preciso, pois nosso maior exemplo esta em Cristo, que renunciou a própria vida, para dar a todos, chance de vida eterna!!!


Um final de semana abençoado!!
Graça e Paz em Cristo!!

Gisele Mulek

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O segredo de um olhar...!!!


Dizem que quem não consegue compreender um olhar jamais conseguirá compreender palavra alguma. Um olhar diz muito, é num momento de silêncio onde olhares se encontram que grandes verdades são reveladas.

Palavras de amor pronunciadas é acalento para alma, alegria para o coração, mais de nada valem se através dos olhos não surgir expressão da verdade, palavras se tornam vazias, é que os olhos transmitem o que se passa na essência, mesmo quando a boca fala o contrario.

Palavras proferidas no calor de uma discussão provocam dor, pois falamos muito, demasiadamente, e geralmente coisas que às vezes nem sentimos, falamos por defesa; mais muitas vezes é nesse momento em que ao olhar nos olhos vemos expressão de amor e não de raiva, e então compreendemos o segredo de um olhar.

Não é a toa que se diz que os olhos são a janela da alma, pois através deles podemos conhecer alguém verdadeiramente, podemos decifrar uma verdade, ou descobrir uma mentira, podemos ver alegria e também reconhecer a tristeza, podemos compreender o incompreendido; através de um simples olhar podemos falar mesmo em silêncio, podemos transmitir sensações que podem vivificar ou destruir.

Conta-se que Raoul Follereau, um jornalista francês que dedicou sua vida ao cuidado dos leprosos, ao visitar um leprosário em uma ilha do Pacífico, ficou surpreendido ao encontrar, entre os rostos desfigurados e quase sem vida, um homem que conservava os olhos límpidos, vivíssimos, e com um sorriso que a todos iluminava sempre que lhe diziam uma palavra amável ou lhe davam alguma coisa.

Quando quis saber o que mantinha esse leproso tão agarrado à vida, disseram-lhe que observasse o que lhe sucedia todas as manhãs. E o jornalista descobriu que, todos os dias, o homem descia para o pátio e sentava-se diante do alto muro que cercava o leprosário. Esperava ali, paciente, até que, no meio da manhã, aparecia, durante alguns segundos por cima do muro, um rosto já idoso e cheio de rugas, que lhe sorria com um olhar de amor. Então o homem comungava aquele sorriso e sorria também.

Era o rosto de sua amada esposa que, com fidelidade, todos os dias vinha contemplá-lo. A seguir, a imagem da velhinha desaparecia, mas o doente resplandecia, pois já tinha alimento para agüentar mais uma jornada e aguardar que, no dia seguinte, regressasse o olhar sorridente que lhe garantia a existência, ele comentava: "Ao vê-la, sei que ainda estou vivo!"

O olhar amoroso da esposa era, de fato, suficiente para transfigurar aquele homem dando-lhe esperança e vida. É que um olhar de amor faz esquecer as dores e restaura o ânimo, tem uma poderosa força, pois é sinal visível do amor de Deus.

Então, seguindo os passos dEle, sejamos, hoje, portadores de um olhar de amor e façamos a diferença na vida daqueles cujos olhos se encontram com os nossos.

"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar". (Leonardo da Vinci)


Gisele Mulek



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Parabéns Vovó.....

Dona Tereza, mulher de fibra, de garra, a mãe que criou os cinco filhos com muita dedicação e trabalho, e como ela mesmo diz, sem microondas e sem maquina de lavar [rs], na base do fogão a lenha e no tanque de pedra. A avó que ajudou com os netos, desde pequenos até já adultos. A bisavó coruja, que adora mimar e cuidar de seus pequenos.

Sempre atenciosa, sempre presente, com seus conselhos sábios, algumas broncas [rs] dessas necessárias que fazem a gente crescer e aprender. Mulher de coragem, que sempre encarou a vida de frente, e em momentos difíceis se mostrou ainda mais forte, com mais vigor.

Desde menina, minhas lembranças ao chegar na casa de minha avó sempre são de alegria, sabe casa de “vó” mesmo, com bolo cheiroso, café quentinho, mesa farta, o prato predileto de um e de outro, a fruta apetitosa da feira feita por ela mesma toda semana, do abraço apertado, do sorriso gostoso, do aconchego.

Com toda certeza ter sua presença em minha vida contribuiu muito para minha formação, para ser quem sou, porque a Sra. é exemplo de vida; ter sua presença me trouxe sempre amparo, carinho, felicidade.

Hoje seu dia minha vó, com carinho dedico aqui esta simples postagem, pra lhe desejar um “Feliz Aniversário”, que Deus lhe abençoe sempre e lhe conceda ainda muitos anos de vida, para que possamos desfrutar de sua doce companhia.

Um beijo, com todo carinho.. sua neta que lhe ama muito...

Gisele Mulek.
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domingo, 21 de novembro de 2010

Românticos......


Românticos são poucos
Românticos são loucos, desvairados...
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro, é o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos, e pirados...
Que choram com verdade
Que amam sem vergonha, e sem juízo...

São tipos populares, que vivem pelos ares
E mesmo certos, vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo, de outra desilusão...

Romântico, é uma espécie em extinção!
Romântico, é uma espécie em extinção!

Românticos são poucos...
Românticos são loucos...
Como eu! Como eu!

Vander Lee

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