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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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sábado, 13 de novembro de 2010

A quem ousa amar...


Amor... Alguns poetas dizem ser bicho traiçoeiro, causador das mais complexas, estranhas, doloridas e avassaladoras emoções. Certamente os historiadores dirão que por causa dele reinos foram invadidos, princesas foram seqüestradas, famílias de nobres e plebeus se misturaram ou foram divididas. Outros tantos, quem sabe mais desiludidos ou decepcionados, já alegam não existir o amor e usam a desculpa científica de classificá-lo apenas como um conjunto de combinações químicas e hormonais que evoluiu a fim de garantir (ou atrapalhar) a preservação da espécie humana e tentam se livrar desta euforia de amar a todo custo.

Seja como for, aos teimosos e corajosos que ousarem enfrentá-lo, e também a quem ainda tem medo ou dúvidas, tenho algumas considerações a fazer...

Já fui vítima tanto de amar de mais, como de amar de menos. Já fui pego de surpresa com medo de não ser amado e também de não estar amando. Já me frustrei, já chorei, já me arrependi... Já me precipitei e travei tantas vezes que nem sei contar. Já falei antes de pensar e já pensei sem falar... Entretanto já me alegrei e vi bichinhos, corações e o rosto da pessoa amada nas nuvens muitas outras vezes ao som de suspiros e canto de passarinhos imaginários.

Quem ousa amar tem de fazê-lo de peito aberto, sem reservas, assumindo o risco sim! Não ame querendo amor em troca! Apenas ame e se dedique no fazê-lo! Amor não é moeda ou investimento, não espere ser amado apenas porque você também ama. Vá amando, se entregando, se abrindo por completo. Quem ama por querer amor em troca, invariavelmente, acaba se frustrando muito, porque confunde amor com carência afetiva, o que definitivamente não é nada bom. Geralmente estas pessoas só conseguem perceber amor com atitudes e devoções iguais as suas próprias e não conseguem sentir o amor dito ou oferecido de uma forma diferente da sua.

Há quem diga que não devemos nos apaixonar, que não se deve dizer "eu te amo!", não se deve amar com o coração assim tão aberto, que deve se manter uma certa razão e distância segura para não correr o risco da vulnerabilidade, da exposição a um amor não correspondido ou ofendido. Eu discordo! Tal discurso só revela a infantilidade de não conseguir suportar um "não" ou o medo da dor, como aqueles adultos patéticos que ainda hoje têm medo de injeção.

Amor só é amor mesmo, quando vivido plena, apaixonada, verdadeira, confiante e libertadoramente; com aquela sensação inconfundível de eternidade de bem. Ele não precisa vir todo de uma só vez, mas pode ser cultivado, tratado, afagado, regado como uma plantinha. Pode começar de um sorriso, de um carinho, de um abraço e ir crescendo lentamente até virar encanto, admiração, poesia, beijo, saudade e aquela vontade irresistível de passar horas e horas com a pessoa amada mesmo que ela tenha outros motivos para viver ou coisas a fazer além de estar com você.

Ame, ame muito! Mas, ame com foco! A única responsabilidade que se deve ter ao amar com tanta intensidade é o compromisso com a verdade, a lealdade e a fidelidade. Procure identificar a diferença entre o amor companheiro e a simples aflição de tesão passageira. Esta é a única hora em que o coração deve obrigatoriamente dar lugar à razão. Quem ama, certamente se entorpece de desejos, sonhos e pensamentos ofegantes. Não é pecado, muito pelo contrário, faz bem, é saudável querer se entregar ao amor, mas ele se plenifica e ganha raízes profundas seguras na alma e se completa somente à medida que damos prioridade e exclusividade a quem se ama.

Aqueles que vivem de tesão e não de amor indubitavelmente tornar-se-ão pessoas amargas e enrijecidas, carcomidas de bichos por dentro e frígidas de alma no futuro. Poderão contabilizar até um grande número de conquistas, coitos, cafajestagens e admiração sexual, mas doloridas e machucadas por dentro de falta de amor genuíno, doado e compartilhado até as últimas conseqüências.

É muito fácil cometer este equívoco, a confusão pode começar de modo muito sutil, mas a fidelidade não é a falta de atração/tentação sexual por outra pessoa além daquela a quem amamos, mas sim a escolha madura, racional e objetiva de amar escolhendo até mesmo orientar nossos desejos mais íntimos em direção a quem amamos.

Não espere também que os amores do passado se repitam ou sejam encontrados e buscados nas novas relações, não permita fantasmas! Viva um amor de cada vez! Não tenha medo ou reservas em se dedicar com exclusividade.

Por outro lado, confie sempre! O coração prega muitas peças em quem tem medo de amar. Um gesto de amor do(a) companheiro(a) pode facilmente ser confundido com desamor ou desafeto. Antes de julgar, aprenda a depositar confiança mesmo que as aparências digam o contrário. O amor tende a se enfraquecer muito quando há desconfianças sejam elas fundadas ou infundadas.

Aos que já encontraram um grande amor, digo que é muito fácil perder a admiração e o ar de fantasia com o tempo... Aquele vulcão da conquista e das descobertas amorosas pode dar lugar a um lago tranqüilo e às vezes até monótono. Mas o amor é o caminho entre o vulcão e o lago mesmo, tanto faz em que direção você queira ir o importante é não parar de andar de mãos dadas. O príncipe às vezes pode virar um sapo e a cinderela voltar pra casa com uma abóbora ao invés da carruagem, mas vai depender do trabalho árduo e dedicado dos dois outrora intensos amantes a conquista e a reconquista diária da fantasia inicial, do vulcão e dos momentos de perder o fôlego. Há coisas muito interessantes tanto no vulcão como no lago, o gostoso não é estar lá ou aqui, o bom e prazeroso é o esforço correspondido para continuar a caminhar juntos. Em outras palavras, não se permita perder a capacidade de se surpreender com a pessoa amada mesmo nas coisas mais corriqueiras e normais!

Encontrar alguém que queira andar de mãos dadas com a gente e queira espontaneamente dar este mesmo amor sem medidas é um presente de Deus a ser valorizado e agradecido todos os dias.

Aos que ainda não encontraram... alguns conselhos: ame primeiro a você, cuide-se, enfeite-se, curta-se, valorize-se, encontre o prazer da auto-suficiência de não precisar de nada além de você mesmo para se sentir uma pessoa amável [com capacidade de ser amada], aprenda a não ter medo de se amar e investir em projetos pessoais. Em segundo lugar, seja menos exigente com você e principalmente com quem se propõe a amá-lo(a), não existe amante perfeito, nem mesmo você conseguiria sê-lo. Então, não digo que você deva se conformar cegamente com o que conseguiu [ou não] até aqui, como se você não fosse capaz de encontrar algo melhor, mas não inicie sua procura buscando alguém ou um amor à sua altura, pode ser decepcionante. Para falar a verdade, nem procure! Deixe o amor surgir naturalmente! Por fim, não fique medindo ou comparando sensações, não avalie a importância de alguém na sua vida pela sensação que ela lhe causa, mas pelo bem que ela pode provocar. Resumindo... Apenas se abra sem medo ao amor. O resultado da descoberta só vem com o tempo. Sim! É um risco!

O Deus que criou o amor te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!



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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

All I Know - Five For Fighting




All I Know - Five For Fighting

Arranhões e feridas
Provocamos, sem querer
Tão facilmente
Mas, não deixei de te amar
Eu te amo, e isso é tudo que eu sei
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Não sei se vou me levantar

Pois dependo do teu olhar
Teu olhar que acostumei

A amar sem temor

Isso é tudo que eu sei, é só o que eu sei

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Quando o cantor vai embora

Deixa a música ir também

E fica uma linha fina entre

As trevas e a madrugada
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Eles dizem que na escuridão da noite

Há uma luz além

E que o fim sempre vem

As terminações sempre vem

Muito rápido

É elas vêm muito rápido
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Mas, eu te amo

E é tudo que eu sei,

Sua totalidade, é eu sei

.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sua ausência....!!!

Este sempre foi um mês de festa, mês que comemorávamos com alegria o aniversário de meu Avô, mas coincidência ou não, se tornou agora o mês de lembrar e lamentar sua partida.

Hoje, um ano, que você se foi, quanta saudade!!

Impossível não chegar à casa onde você construiu e não ter lembranças de tantos momentos, desde a infância, de seu sorriso, seus olhos azuis, suas brincadeiras, seu abraço tímido, seu jeito quieto, mais sempre presente.

Acho que posso definir sua falta como as luzes quando se apagam, deixam em nós a escuridão. A falta da luz dá o contraste para nossos olhos poderem captá-la, porém, passados alguns instantes, nossos olhos se acostumam sem ela e começam a vislumbrar, definir algumas formas, começam "a ver" na escuridão.

Assim também ocorre com a ausência de quem amamos; o contraste de sua falta nos faz sentir a sua presença; e aos poucos acomoda-se em nós o desconforto dessa permanente ausência e fica então essa doce saudade.

Hoje nesse momento me sinto triste, coração aflito, vazio no peito, lágrimas. Sem entender ficamos assim, sem respostas a essa pergunta que não quer calar: Porque perdemos pessoas que amamos?? Porque a vida não os mantém junto a nós?

Mais entendo, que Deus deu a vida, e a Ele pertence!!

Fica então sua ausência, mais posso dizer que mesmo você não estando aqui... de alguma forma tento parecer que estas!!

Com saudades, meu avô Demetrio Mulek (*02.11.1933 / +10.11.2009).
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Gisele Mulek

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fidelidade....


Ser fiel não é uma obrigação, mas sim uma atitude recíproca de pessoas que se amam, que se respeitam e sobre tudo, que dão valor aos verdadeiros sentimentos e não os confundem com aventuras. A fidelidade deve ser usada em tudo na vida; ser fiel aos amigos, ser fiel com a família, ser fiel aos seus princípios sem passar por cima das pessoas e depois se perguntar o que houve... Ser fiel independe de classe social, cultura ou religião, ser fiel é ser integro, honesto; fidelidade está na mente e no coração, naquilo que você é, no seu caráter!!!


Gisele Mulek
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domingo, 7 de novembro de 2010

Resgate!!


Certa vez ouvi uma história contada por um velho amigo que gostava de fazer passeios de barco.

Ele estava em um de seus passeios e ao caminhar pelo navio, viu um dos membros da tripulação escalando as cordas, indo até o "ninho do corvo". Quando estava na metade da escalada, o navio balançou, pendeu para um lado e ele foi jogado ao mar. Quando bateu na água, começou a gritar por ajuda enquanto batia os braços descontroladamente, se esforçando para sobreviver. Meu amigo viu que um marinheiro observava o homem na água de forma calma e tranqüila, sem esboçar nenhuma reação.

Após um curto tempo o homem na água se cansou e começou a afundar. Imediatamente o marinheiro que observava tranqüilo saltou ao mar e salvou a vítima que se afogava.

Depois que ambos estavam em segurança à bordo, meu amigo foi até o marinheiro que fez o resgate e perguntou: - Porque você esperou tanto tempo para saltar na água e salvar este homem?

Com a mesma calma, o marinheiro respondeu: - Eu percebi que o homem lutava muito na água e era grande a possibilidade de ambos morrerem se eu saltasse rapidamente. Há muito tempo eu aprendi que é melhor deixá-lo lutar por algum tempo, e quando chegar ao fim de sua própria força, eu posso saltar na água e salvá-lo com segurança.

Pensando nesta historia, fiquei imaginando, quantas vezes nós nos sentimos assim, como o homem que se afogava? Como se caíssemos no mar da vida, lançados nas correntezas do destino, jogados de nosso lugar de conforto e segurança, como se estivéssemos lutando por sobrevivência. Gritamos e gritamos pedindo ajuda... mais parece que nada acontece.

E então não raramente pensamos, até Deus se esqueceu de mim; mas acredito que enquanto estivermos tentando resolver as coisas por nossa conta Ele pouco poderá fazer, mais no momento quando todas as nossas forças se desfalecerem, que todas as forças chegarem ao fim, Deus saltará na água para nos resgatar!

Deus é fiel, essa é minha convicção!!

Desejo uma ótima semana a todos, grande abraço!!
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Gisele Mulek

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A pessoa errada....


Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivência, e ouve, e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada!

Porque a pessoa certa faz tudo certinho:

Chega na hora certa,

Fala as coisas certas,

Faz as coisas certas,

Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas, aí é a hora de procurar a pessoa errada; a pessoa errada te faz perder a cabeça...

Fazer loucuras,

Perder a hora,

Morrer de amor,

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é prá na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira.

A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa, essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.

Essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível.

Essa pessoa talvez te magoe, e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa. Nada aqui é certo

O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo

E só assim é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"

Quando na verdade tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.

Nossa missão:

Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas...


Luis Fernando Veríssimo


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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O bem mais precioso!!!


Conta o folclore europeu que há muitos anos atrás um rapaz e uma moça apaixonados resolveram se casar. Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso. A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro.Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma.

Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo:

- Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais.

- Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então.

O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou. Casaram-se.

Decididos a melhorar de vida ambos trabalharam muito e foram recompensados. Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais.E tempo passou e o casal prosperou. Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos.

Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza. Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro. Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si.

Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações.

- Você não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em roupas e jóias.

- Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos.

A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada.

- Muito bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora. Mas vamos ficar juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados. Ele concordou.

A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia. Alta madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama.

Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho:

- Querido marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento.

- Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar.

Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca.


"O bem mais precioso", do Livro das Virtudes II.



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O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida. Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro. Muitas vezes valorizamos mais as coisas do que as pessoas, valorizamos mais o ter do que o ser...

Por isso que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.


Em Cristo,


Gisele Mulek


Através dos olhos de uma criança....


Um velho sentava-se em sua cadeira de balanço dia após dia. Ele prometeu não sair dali até ver Deus.Em uma bela tarde de primavera, o velho balançando em sua cadeira, incansável em sua busca visual de Deus, viu uma garotinha brincando do outro lado da rua.

A bola da garotinha rolou para o seu quintal, e ela correu em sua direção. Ao abaixar-se para pega-la, olhou para o velho e disse: -Eu vejo o senhor todos os dias balançando-se em sua cadeira e olhando para o vazio. O que está procurando?

-Ah, minha querida, é jovem demais para entender - respondeu o velho.
-Talvez (respondeu a garota). Mas a minha mãe sempre me disse que se eu tivesse algo em minha cabeça, deveria falar sobre isso, para compreender melhor. Ela sempre diz: "Srta. Lizzy, compartilhe os seus pensamentos." Compartilhe, compartilhe, compartilhe, é o que sempre diz.

- Bem Srta. Lizzy, eu não acho que poderia ajudar-me - resmungou o velho.
-Possivelmente não, senhor, mas talvez eu possa ajudar apenas ouvindo.
-Está bem, criança, eu estou procurando por Deus.
-Com o devido respeito, o senhor balança para a frente e para trás nessa cadeira dia após dia à procura de Deus? Perguntou a Srta. Lizzy, intrigada.
-Sim. Preciso acreditar antes da minha morte, que existe um Deus. Preciso de um sinal. Respondeu o velho.

-Um sinal, senhor? Um sinal? disse a Srta. Lizzy, agora bastante confusa com as palavras do velho. E então acrescentou: Senhor, Deus dá-lhe um sinal quando o senhor respira, sente o cheiro de flores frescas, ouve os pássaros cantando e quando todos os bebês nascem. Ele dá-lhe um sinal quando o senhor ri e chora, quando sente as lágrimas saindo de seus olhos. Isso é um sinal em seu coração para abraçar e amar. Deus dá-lhe um sinal no vento, no ar-íris e na mudança das estações. Todos os sinais estão aí, mas o senhor não acredita neles. Deus está no senhor e em mim. Não existe procura, porque Ele, está aqui o tempo todo.

-Com uma das mãos em sua cintura e brandindo a outra no ar, a Srta. Lizzy continuou: - Minha mãe diz: "Se você estiver procurando algo monumental, é porque fechou os olhos, pois ver Deus é ver as coisas simples da vida, é ver a vida em tudo."

-Srta Lizzy, é muito perspicaz em sua compreensão de Deus, mas o que fala ainda não é o bastante.

Lizzy caminhou até o velho, colocou as suas mãos infantis sobre o coração dele e falou suavemente em seu ouvido: - Senhor, isso vem daqui, não de lá. - E apontou para o céu. - Encontre-o primeiro em seu coração, em seu próprio exemplo. Então verá os sinais.

Quando atravessava novamente a rua para ir embora, ela virou-se para o velho e sorriu. Então, ao inclinar-se para sentir o cheiro das flores,gritou: - Minha mãe sempre diz: "Se você estiver procurando algo monumental, é porque fechou os olhos."


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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eleições... Reta Final!!!


Chegamos a reta final deste processo eleitoral 2010. E gostaria de encerrar aqui a minha participação neste processo democrático. Respeito todas as demais opiniões, afinal "cada cabeça uma sentença", mais neste espaço democrático, eu não poderia deixar de dar a minha opinião.

Confesso que a enxurrada de e-mails das mais variadas linhas inclusive “evangélicas” onde a candidata do PT aparece quase como “a filha do Demônio”, enche a paciência, mas também me fez pensar muito sobre que tipo de presidente gostaria de ver no poder.

Afirmo aqui: Não voto em Dilma Rousseff! Não voto PT! Não vejo sustentabilidade neste partido e não vejo essa candidata preparada politicamente para cargo de tão grande responsabilidade, pois creio que será uma marionete nas mãos da ala podre do PT (aquela que teve que sair de cena por causa do mensalão).

Entendo que tudo é um processo, e se hoje o governo Lula alcançou êxito em algumas áreas, foi porque lá trás alguém teve uma visão maior, encarou obstáculos e brindou o Brasil com o plano real, com uma moeda forte; sim foram tempos difíceis, comparando com o que temos hoje, alguns podem até dizer: nossa FHC não fez nada, mais ele fez o que pode com a política que herdou, e foi além.

Presidente Lula tem seus méritos, mais ele herdou um país que caminhava para evolução. Eu me lembro bem como vivíamos antes do plano real, antes das reformas econômicas, antes da estabilização da moeda, ou seja, antes da era FHC. Pois se hoje podemos comprar com mais facilidade alguns bens, se hoje temos juros mais baixos e podemos desfrutar de parcelamentos a perder de vista, se hoje não precisamos levantar de madrugada para ir para a fila do leite; se um produto tem o mesmo preço hoje, amanhã e daqui a um mês, é graças ao plano real que estancou o processo inflacionário e estabilizou a moeda, e não ao Presidente Lula.

E é obvio que se a economia vai bem, o governo tem dinheiro para investir em todos os demais ministérios. Mas é incontestável o reconhecimento dos reflexos do plano real na economia atual. Incontestável é a importância do ex-Presidente FHC neste processo.

Portanto, sem medo, posso dizer que admiro e respeito o estadista Fernando Henrique Cardoso, e não sinto orgulho nenhum em ver o meu Presidente se orgulhar de não ter estudo. Eu sinto vergonha. Porque eu como mera cidadã não consigo emprego se não tiver uma escolaridade compatível, e muitos sabem disso. Por isso reafirmo “Não voto no PT” vai contra meus princípios.

Finalmente digo que o presidente que gostaria de ver no poder é aquele que defenda seu povo acima de qualquer interesse pessoal fazendo jus à grande nação que é este Brasil, que se utilize de honestidade, de princípios da moral e da ética, que valorize a classe trabalhadora, que promova políticas de segurança, saúde, habitação, educação que englobe a todos e não apenas uma minoria, que defenda a manutenção de políticas públicas que promovam a erradicação da pobreza e a maior igualdade entre todos os brasileiros; que não se corrompa com o poder mais que lute com bravura para fazer cada cidadão se orgulhar de ser brasileiro.

"Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam."(Edmund Burke)

Pense nisso, vote consciente!!
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Gisele Mulek

domingo, 24 de outubro de 2010

ATRITE-SE!


Ninguém muda ninguém.
E ninguém muda sozinho.
Nós mudamos nos encontros.

Simples!

Mas profundo, preciso: é nos relacionamentos que nos transformamos!

Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos afetados pelas idéias e sentimentos do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e atritando-se com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contatos humanos: sem eles, a vida seria monótona e árida.

A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda e amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, permitiram-me ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras criaram-me novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte... Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência!

Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, aproximando-se cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor. Já viu o tamanho de um diamante polido, lapidado comparado ao diamante em bruto?

Sabemos o quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago! É lá que está o verdadeiro valor... Pois Deus fez cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante em bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de AMOR. Deus deu a cada um de nós essa capacidade: a de amar!

Mas temos que aprender como! Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
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Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando!

Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento... E envolvimento gera atrito. Então minha palavra final:

ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.
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Texto de Roberto Crema


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