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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Fé é Dom de Deus!!!!


Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar uma incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação.

Mesmo morando na linha do equador, as noites eram, não raro, frias com aragens traiçoeiras. Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos a tais bebês e os panos de algodão para envolve-los. Uma outra foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira de água para a bolsa de água quente.

Sem demora retornou desconsolada pois a bolsa havia rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. "Era nossa última bolsa", disse-me. Assim como no ocidente se diz que "não adianta chorar sobre o leite derramado", na África central poderia ser que "não adianta chorar sobre bolsas estragadas". Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas ...

"Muito bem", disse eu, "coloque o bebê em segurança tão próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protege-las das lufadas de vento frio. Mantenham o bebê aquecido."

Na tarde seguinte, fui orar com as órfãs que eventualmente quisessem reunir-se comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem desperta-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê.

Expliquei nossa dificuldade em manter o bebê aquecido em função da única bolsa de água quente que havia estourado. E que o bebê poderia morrer se pegasse frio. Mencionei a irmãzinha de 2 anos que não parava de chorar a perda e ausência da mãe.

Durante as orações, uma das meninas de 10 anos, com aquela clarividência estonteante das nossas crianças africanas, orou: "Por favor, Deus, manda-nos uma bolsa de água quente. Amanhã talvez já vai ser tarde, Deus, porque o bebê pode não agüentar. Por isso, manda a bolsa ainda hoje."

Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha audácia, num corolário, acrescentou: "E já que, Deus, estás cuidando disso, por favor, manda junto uma boneca para a maninha dela, para que saiba que também a amas de verdade."

Como acontece muito com crianças, me colocaram em apuros. Poderia eu, honestamente, dizer "Amém"? Eu simplesmente não podia acreditar que Deus poderia fazê-lo. A Bíblia diz isso. Mas há limites. Ou não? O único jeito de Deus atender tal pedido seria por encomenda à minha terra natal, via correio.

Eu estava então na África, por 4 anos. E jamais havia recebido uma encomenda postal de casa. De qualquer forma, se alguém mandasse algo, poria nela uma bolsa de água quente? Eu morava na linha do equador.

À meia tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Ao chegar em casa, o carro havia partido, mas deixara um pacote de 11 kg na varanda.

Meus olhos lacrimejaram. Não consegui abrir o pacote sozinho, e solicitei que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Tudo foi feito com muito cuidado para que nada fosse danificado. Os corações batiam forte.

Trinta a quarenta olhos acompanhavam arregaladamente cada ação. A camada de cima era composta de roupas coloridas e cintilantes. Os olhinhos das crianças brilhavam à medida em que as distribuía. Depois vieram as ataduras para os leprosos, caixinhas de passas de uva e farinha, que dariam gostosos bolos para o fim de semana.

Quando pus as mãos de novo na caixa, pasmem ... "Uma bolsa de água quente, novinha em folha" eu gritei! Eu não havia feito nenhuma encomenda neste sentido. Rute, que estava no banco da frente, saltou e começou a gritar: "Se Deus mandou a bolsa, ele também mandou a boneca!" Enfiando as mãos na caixa, se pôs à procura da boneca. E lá estava ela, maravilhosamente vestida!

Rute nunca duvidara. Olhando para mim, perguntou: "Posso ir junto levar a boneca para aquela menina, para que ela saiba que Jesus também a ama muito?"

Este pacote estivera a caminho por 5 meses. Foi uma iniciativa da minha ex-professora de escola bíblica, cuja líder atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. E uma das meninas da turma decidiu mandar junto uma boneca cinco meses antes, em resposta a uma oração de outra menina de 10 anos que acreditou fielmente que Deus atenderia a sua oração, ainda naquela tarde.

"E será que, antes que clamem, eu responderei..." (Is 65.24) "


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“Ora, a fé é a certeza de que coisas que se esperam, e a convicção de fatos que se não vêem.” Hebreus 11.1

Deus nos diz que não é somente a grandeza de nossa fé que remove montanhas, mas a nossa fé na grandeza de Deus. É dele que recebemos a luz que nos ilumina e nos ajuda a ver o grande poder que existe dentro de cada um de nós.

Talvez o nosso maior obstáculo seja justamente a falta de fé em nós mesmos. De fato, se acreditarmos que não podemos conseguir algo, realmente seremos derrotados. Pelo contrário, se acreditarmos e perserverarmos na luta pra obter o que desejamos, sermos vitoriosos .

Nâo ha barreiras pra uma pessoa que age com fé em Deus, com determinação e
perseverança.
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Gisele Mulek

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Simples.. verdadeira... oração....


O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar. A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central. O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.

A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali. O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim. Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.

E disse a oração que fazia: "Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em Ti todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, somente te adorando."

O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse. "É hora de ir" - disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes. Teve então, um lindo encontro com Jesus.. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem.... "Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em Ti todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, somente te adorando."

Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo. Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.

A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada! Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira: - Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!

Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso: - A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz: "Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está aqui... observando... e cuidando de ti!"



Ele esta sempre conosco... mas e nós??? Será que estamos??? Em nossa correria diária... será que temos tido tempo para ficar com Ele.. falar com Ele.. louvar a Ele... pense nisso!!!.

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Gisele Mulek

Querer.....


Eu quis tanto ser a tua paz....
Seu céu.. seu chão.. seu mar.. fogo que aquece... água que sacia....
Quis tanto que você fosse o meu encontro... o meu eu...
Quis tanto dar, tanto receber... preencher... somar.. completar...
Quis precisar, mais sem exigências...
E sem solicitações, aceitar o que me era dado, sem ir além...
Não queria pedir mais do que você tinha....
Assim como eu não daria mais do que dispunha...
Simplesmente.. por limitação humana.... compreende??
Meu maior querer... era ficar.... sem precisar ir....
Me entregar... doar... meu tudo...
Pode ser que não era muito...
Mas o que tinha, era Seu..... Somente Seu!!!!!


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terça-feira, 14 de setembro de 2010

A árvore das boas relações....

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Saia de casa só pelo gosto
de caminhar. Sorria para todos. Faça um álbum
de família. Conte estrelas. Telefone para seus amigos.
Diga: "gosto muito de você!" Converse com Deus. Volte
a ser criança. Pule corda. Apague de vez a palavra "rancor". Diga "sim".
Dê uma boa risada! Leia um livro. Peça ajuda. Corra. Cumpra uma promessa.
Cante uma canção. Lembre o aniversário de seus amigos. Ajude alguém doente.
Pule para se divertir. Mude de penteado. Seja disponível para escutar. Deixe seu
pensamento viajar. Retribua um favor. Termine aquele projeto. Quebre uma rotina.
Tome um banho de espuma. Escreva uma lista das coisas que lhe dão prazer. Faça uma
gentileza. Escute os grilos. Agradeça a Deus pelo sol. Aceite um elogio. Perdoe-se.
Deixe que alguém cuide de você. Demonstre que está feliz. Faça alguma coisa que
sempre desejou. Toque a ponta dos pés. Olhe com atenção uma flor. Só por hoje
evite dizer: "Não posso". Cante no chuveiro. Viva intensamente cada minuto de vida.
Inicie uma tradição familiar. Faça piquenique no quintal. Não se preocupe.
Tenha coragem das pequenas coisas. Ajude um vizinho idoso.
Afague uma criança. Reveja fotos antigas. Escute um amigo.
Feche os olhos e imagine as ondas do mar.
Brinque com seu mascote.
Permita-se brilhar. Dê
uma palmadinha nas
suas próprias costas.
Torça pelo seu time.
Pinte um quadro.
Cumprimente
um novo vizinho.
Compre um presente
para você mesmo.
Mude alguma
coisa. Delegue
tarefas. Diga
"bem vindo!"
a quem chegou.
Permita que
alguém o ajude.
A-gra-de-ça!
Saiba que não
está só. Decida-se
a viver com "paixão",
sem ela nada de grande se consegue.
Conserve esta árvore diante de si os 365 dias do ano. Ela garante boa saúde,
excelentes relações pessoais, rápido crescimento pessoal, epiritual e comunitário.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Frases!!!!

"... [Eu] pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há.
O nosso ir faz o caminho."

C.S. Lewis

sábado, 11 de setembro de 2010

Permanente e Momentâneo!!!!


Normalmente, você encontra a palavra "permanente" nos dicionários como se ela fosse sinônimo de "eterno". Mas não é. O eterno é sempre momentâneo.

Olhe o botão de rosa outra vez. De manhã ele está ali, à noite não está mais. Foi momentâneo. Mas ele surgirá novamente — amanhã pela manhã outra rosa estará ali. Ela sempre ressurgirá. O eterno emerge por meio do momentâneo, o eterno olha por meio do momentâneo. Uma flor se vai, outra vem. Na verdade, aquela que se vai apenas dá espaço para a outra. A beleza é eterna. A "rosidade" é eterna. As rosas vêm e vão; a "rosidade" é eterna.

Viva no momentâneo. E viva no momentâneo sem desejar o permanente. Do contrário, você perderá o eterno. Viva no momento com tamanha intensidade e plenitude que esquecerá o permanente. O permanente é uma projeção no futuro. O permanente é seu desejo. Ele não tem nada a ver com a realidade. O eterno é a profundidade do momentâneo — o eterno está no momento. O permanente é horizontal, linear. O eterno é vertical.

Alguém está nadando na superfície de um rio profundo — é assim que é o permanente. E alguém mergulha nas profundezas do rio — eis o eterno. Mergulhe fundo no momento e você tocará o eterno. Olhe a rosa. Sim, essa rosa é momentânea. Mas olhe no profundo, mergulhe fundo e, de repente, você verá que oculta por trás da rosa está a "rosidade". Oculta atrás dessa momentânea rosa está a beleza eterna, divina de um novo florescer.


Assim... as flores vêm e vão, mais o florescer permanece.... as rosas vêm e vão, mais a "rosidade" permanece..... e na vida... sempre haverá o que vêm e o que vai, mais o amor... ah o amor.... esse sempre permanece!!!!




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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Crescer.....


É ser cada dia um pouco mais de nós mesmos.
É dar espontaneamente sem cobrar inconscientemente.
É aprender a ser feliz de dentro para fora.
É buscar no próximo um meio de nos prolongarmos.
É sentir a vida na natureza.
É conseguir a calma na hora do caos.
É termos sempre uma arma para lutar, e uma razão para irmos em frente.
É saber a hora exata de parar e buscar um algo novo.
É não devanear sobre o passado, mas trabalhar em cima dele para o futuro.
É reconhecer nossos erros e valorizar nossas virtudes.
É conseguirmos nossa liberdade com equilíbrio para não sermos libertinos.
É sabermos que nada nem ninguém é totalmente bom ou mau.
É exigir dos outros, apenas o que nós damos a eles.
É realizar algo edificante.
É sermos responsáveis por nossos atos e por suas conseqüências.
É entender que temos espaço de uma vida inteira para crescer.
É nos amarmos para que possamos amar os outros como a nós mesmos.
É assumirmos que nunca seremos grandes,
Mas que o importante é estarmos sempre em crescimento.




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Deus cuida de mim - kleber Lucas

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Eu preciso aprender um pouco aqui... eu preciso aprender um pouco ali....

Eu preciso aprender mais de Deus... porque Ele é quem cuida de mim......

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Divórcio!!!!!


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente. Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio." Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo."

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe."

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. Mesmo eu a rejeitando ela ainda fez algo por mim!!!

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de seu cônjuge, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos.... e tenham um casamento real e feliz!



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Talvez esse não seja o momento indicado... nem eu a pessoa certa a postar este texto... mais isso me caiu agora... e somente Deus sabe o porque...

Então posso dizer... um casamento centrado em Cristo é um casamento que dura uma vida toda... valorize seu cônjuge... ame mais... se dedique mais... muitos fracassos poderiam ser evitados se nos atentássemos mais aos pequenos detalhes... se ouvíssemos o que a boca não fala... mais o coração sente... se olhássemos mais para o outro... do que para nos mesmo...

É preciso ter atitude todos os dias!

Se você acredita que só porque já casou ou porque seu namoro vai muito bem não precisa fazer mais nada, abra os olhos! Não existe jogo ganho é necessário tomar atitudes certeiras e propositais para fazer o amor valer a pena!


Em Cristo...



Gisele Mulek

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Segurança....


Alguns anos atrás, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.
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Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água. Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro.
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Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho tão alto quanto poderia. Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, fez um giro e começou a nadar de volta para sua mãe. Era tarde. Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.
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Da doca, a mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré arrebatou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível entre os dois. O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por de mais apaixonada para deixá-lo ir.
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Um fazendeiro que passava por perto ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré. De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.
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Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava.
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Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter: - Mas olhe em meus braços. Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços, também. Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir.
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Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino. Nós também temos algumas cicatrizes. Talvez, não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática. Mas cicatrizes de um passado doloroso, algumas delas são feias e causam-nos profundo pesar.
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Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque Deus se recusou a te deixar ir. E enquanto os problemas, as lutas, as dificuldades lhe sugavam, tentando lhe tragar, e você sem forças para continuar.... Ele estava lhe segurando, com sua mão forte, lhe trazendo para um lugar seguro!!!
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Um ótimo feriado a todos.
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Gisele Mulek
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