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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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terça-feira, 11 de junho de 2013

Especiais...


Mamãe estava muito concentrada fazendo o almoço de Domingo, quando papai convidou-me para ir com ele comprar guaraná. Saímos com duas sacolas cheias de vasilhames. Eu estava ficando animado, pois já estávamos chegando perto do bar. Mais para minha surpresa, ele passou direto, sem parar, parecendo não ter visto o bar.

Então perguntei: – Pai, você não vai comprar aqui?
E ele respondeu: – Vamos mais adiante.

Seguimos mais alguns metros e chegamos perto da padaria, que fica bem em frente a adega. Fiquei intrigado quando tranquilamente ele seguiu em frente como se não tivesse visto nem uma nem outra.

Tornei a perguntar: – Pai, nós não vamos pegar os refrigerantes aqui?Pacientemente, respondeu-me: – Só mais um pouquinho e nós vamos chegar ao mercado.

Confesso que estava ficando chateado e irritado, pois tínhamos passado por três lugares diferentes que vendiam guaraná e o meu pai quis andar mais só para comprá-los ali.

Ao entrarmos no mercadinho, Sr. Silva nos deu um sorriso muito gostoso e espontâneo. A primeira coisa que perguntou foi se a mamãe havia melhorado do resfriado. Em seguida, prestativamente, foi pegando nossas sacolas e colocando nelas os refrigerantes. Meu pai quis saber notícias da mulher dele, dona Maria. Foi informado de que ela estava arrumando a casa e preparando o almoço, pois o domingo era o único dia da semana em que não trabalhavam o dia todo. Os dois conversaram mais um pouco e então pude observar a amizade e o carinho que respeitosamente tinham um pelo outro.

Ao despedirem-se, Sr. Silva fez um gesto carinhoso na minha cabeça, olhou-me com ternura e comentou com meu pai: – Como está bonito este garoto! Você deve ter muito orgulho dele!

Saímos do mercadinho e voltamos para casa. No caminho comecei a pensar e responder no lugar do meu pai à pergunta que eu mesmo havia lhe feito enquanto íamos. O preço daquele refrigerante era mais ou menos igual em qualquer um dos lugares, só que ali, naquele mercadinho, tanto eu quanto meu pai sentimo-nos reconhecidos como seres individuais, pessoas distintas e diferentes do mundo.


Com este texto aprendi uma lição especial; igual em conteúdo, em rótulo e em tampinha só mesmo o guaraná. Eu sou alguém especial, tenho minha individualidade e devo valorizar-me por isso, fazendo a mesma coisa com as outras pessoas, assim como você. Deus age assim conosco, nos vê na nossa essência não se importa com cor, raça, nacionalidade ou beleza; Ele nos cuida como seres únicos. Isto é muito bom e faz com que nos sintamos muito bem.

"Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça." Gálatas 1:15

Para sua meditação, um ótimo dia na paz de Cristo.!


Gisele Mulek


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