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sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Pipa e a Flor



Poucas pessoas conseguiram definir tão bem os caminhos do amor como Rubem Alves, numa fábula surpreendente, cujos personagens são: uma pipa e uma flor.

A história começa com algumas considerações de um personagem que deduz ser um velho sábio. Ele observa algumas pipas presas aos fios elétricos e aos galhos das árvores e afirma que é triste vê-las assim, porque as pipas foram feitas para voar. 

Acrescenta que as pessoas também precisam ter uma pipa solta dentro delas para serem boas. Mas aponta um fator contraditório: para voar, a pipa tem que estar presa numa linha e a outra ponta da linha precisa estar segura na mão de alguém.

Poder-se-ia pensar que, cortando a linha, a pipa pudesse voar mais alto, mas não é assim que acontece. Se a linha for cortada, a pipa começa a cair. Em seguida, ele narra a história de um menino que confeccionou uma pipa....

Ele estava tão feliz, que desenhou nela um sorriso. Todos os dias, ele empinava a pipa alegremente. A pipa também se sentia feliz e, lá do alto, observava a paisagem e se divertia com as outras pipas que também voavam.

Um dia, durante o seu vôo, a pipa viu lá embaixo uma flor e ficou encantada, não com a beleza da flor, porque ela já havia visto outras mais belas, mas alguma coisa nos olhos da flor a havia enfeitiçado. Resolveu, então, romper a linha que a prendia à mão do menino e dá-la para a flor segurar. Quanta felicidade ocorreu depois! 

A flor segurava a linha, a pipa voava; na volta, contava para flor tudo o que vira. Acontece que a flor começou a ficar com inveja e ciúme da pipa. Invejar é ficar infeliz com as coisas que os outros têm e nós não temos; ter ciúme é sofrer por perceber a felicidade do outro quando a gente não está perto.

A flor, por causa desses dois sentimentos, começou a pensar: se a pipa me amasse mesmo, não ficaria tão feliz longe de mim... Quando a pipa voltava de seu vôo, a flor não mais se mostrava feliz, estava sempre amargurada, querendo saber com quem a pipa estivera se divertindo. A partir daí, a flor começou a encurtar a linha, não permitindo à pipa voar alto. Foi encurtando a linha, até que a pipa só podia mesmo sobrevoar a flor. 

Esta história, segundo conta o autor, ainda não terminou e está acontecendo em algum lugar neste exato momento....!!

Assim, há três finais possíveis para ela:

1. A pipa, cansada pela atitude da flor, resolveu romper a linha e procurar uma mão menos egoísta.

2. A pipa, mesmo triste com a atitude da flor, decidiu ficar, mas nunca mais sorriu.

3. A flor, na verdade, um ser encantado, quebraria o encantamento no dia em que visse a felicidade da pipa e não sentisse inveja nem ciúme. E isso aconteceu num belo dia de sol e a flor soltou a linha da pipa deixando-a voar livremente, admirando sua beleza, e sentido a felicidade de te-lâ consigo, afinal ela esta voando ao céu mais a linha pressa junto a flor, esse é o elo, esse é o encanto.

Assim, todo amor deve ter seu encantamento, pois andar lado a lado nem sempre quer dizer estar junto o tempo todo, e principalmente ninguem pode determinar o rumo da vida de alguem para seu "bel-prazer", afinal: 
“...O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha..” 1 Coríntios 13:1-9 



Desejo uma ótima sexta-feira, que o amor de Cristo esteja em seu coração.


Gisele MuleK


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