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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ser Chique Sempre...




Ser chique sempre

Por Glória Kalil

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida. Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, e que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!


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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cada um oferece o que tem!!!


A Lei do Caminhão de Lixo
(por Arnaldo Jabor)

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento direto na nossa frente. O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro, foi mesmo por um triz!

O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?!’ Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.”


Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente.

Então... Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu! É dele!


Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo… respire e deixe o lixeiro passar. O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo com você!

Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!


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Cada um oferece o que tem!!!

Uma ótima semaninha a todos...

Gisele Mulek

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A gente se acostuma... Mas não deveria!!


A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida... que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti

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domingo, 6 de novembro de 2011

A Alegria na Tristeza


O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.

Triste é não sentir nada!!


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Há tristeza na alegria, porque tristeza é um dos nomes da decepção, porque existir nessa dimensão é incompleto, há muita limitação, de modo que mesmo feliz sempre se tem a impressão de que algo sempre nos falta.

Há alegria na tristeza, porque tristeza é uma manifestação de insatisfação, de prostração diante de algo que nos fere, que nos despedaça. E mesmo assim, no bagaço, ainda estamos vivos, há esperança na escuridão, do fundo do buraco imaginamos que amanhã tudo será melhor e nós harmoniosamente faremos parte de uma nova imensidão.

Seja como for, que sua tristeza seja forte o bastante para produzir a alegria necessária; e que depois da reclusão você possa abrir a janela, e perceber que ainda existe vida, se chove ou faz sol, ainda há vida!!



Gisele Mulek

sábado, 5 de novembro de 2011

Descansarei....



Descansarei
Comunidade Evangélica de Maringá

Cobre-me
Com tuas mãos
Com poder
Vem me esconder Senhor

Se o trovão e o mar se erguendo vêm
Sobre a tempestade eu voarei
Sobre as águas tu também és rei
Descansarei, pois sei que és Deus

Minha alma está
Segura em ti
Sabes bem
Que em Cristo firme está


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A dor da espera


Queria conhecer alguém que gosta de esperar. Sim… esperar. Ficar ali, paradinho, aguardando… E fazer isso numa boa. Sem estresse. Divertir-se com o tic-tac do relógio e o vazio do tempo perdido. Não sei se essa pessoa existe. Talvez sim. Afinal, como dizem, tem gosto – e gente – pra tudo.

Entretanto, a mais dolorosa espera não é essa da fila do supermercado, do banco… Nem do livro ou filme ansiosamente desejados, comprados, mas que não chega. A mais difícil é a do amor que não chega, do relacionamento que não se define, do sim por vezes adiado. Uma espera alimentada pela esperança, mas que queima a alma e corrói a paz pela dúvida, insegurança e medo.

Esperar é olhar para o horizonte. É ficar na janela horas a fio. É olhar para o telefone, dizer alô e perceber foi ilusão. É colocar a cabeça no travesseiro e saber que o sono não vem… É a constante angustia por palavras de um futuro bom.

Quem espera, sonha com um final feliz. Deseja concretizar suas vontades. Espera pois sabe que não tem controle do outro e nem pode interferir em seu destino. É um constante bater à porta sem ter acesso à casa, já que não se possui a chave.

Nem todos estão dispostos. Nem todos sabem esperar. Alguns tentam forçar “a porta”. Outros, simplesmente desistem. Contudo, há aqueles que persistem. Sofrem com os minutos que se arrastam, com os dias carentes de vida, mas seguem ali movidos por uma força maior… Parecem loucos. Não são. Apenas amam. E amar é esvaziar-se de si para se deixar ser preenchido pelo outro.

Fonte:
http://blogdoronaldo.wordpress.com/2011/11/03/a-dor-da-espera/


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sua ausência....!!!


Este sempre foi um mês de festa, mês que comemorávamos com alegria o aniversário de meu Avô, mas coincidência ou não, se tornou agora o mês de lembrar e lamentar sua partida.

Hoje, um ano, que você se foi, quanta saudade!!

Impossível não chegar à casa onde você construiu e não ter lembranças de tantos momentos, desde a infância, de seu sorriso, seus olhos azuis, suas brincadeiras, seu abraço tímido, seu jeito quieto, mais sempre presente.

Acho que posso definir sua falta como as luzes quando se apagam, deixam em nós a escuridão. A falta da luz dá o contraste para nossos olhos poderem captá-la, porém, passados alguns instantes, nossos olhos se acostumam sem ela e começam a vislumbrar, definir algumas formas, começam "a ver" na escuridão.

Assim também ocorre com a ausência de quem amamos; o contraste de sua falta nos faz sentir a sua presença; e aos poucos acomoda-se em nós o desconforto dessa permanente ausência e fica então essa doce saudade.

Hoje nesse momento me sinto triste, coração aflito, vazio no peito, lágrimas. Sem entender ficamos assim, sem respostas a essa pergunta que não quer calar: Porque perdemos pessoas que amamos?? Porque a vida não os mantém junto a nós?

Mais entendo, que Deus deu a vida, e a Ele pertence!!

Fica então sua ausência, mais posso dizer que mesmo você não estando aqui... de alguma forma tento parecer que estas!!

Com saudades, meu avô Demetrio Mulek (*02.11.1933 / +10.11.2009).

Gisele Mulek


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Hoje dia 02/11/2011 seu aniversário... lembro com muita saudade.. nesses dois anos que se passou. Só mostra que não importa se anos.. meses.. dias.. sempre doi perder alguem especial que a gente ama!!

Dia de saudade!!

Gisele Mulek

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Hoje estou todo negro...


Hoje estou todo negro
Vesti-me de preto do tórax à planta dos pés
Fiz isso, pois precisava
sentir a mim e me inebriar na exatidão
Fiz isso, pois qualquer outra cor não poderia correlacionar
ao meu estado de espírito

Fiz isso, pois meu interior jaz em negro violento,
obscuro e silencioso
Fiz isso por que me cansei de tantas cores
que a vida parece ter
Meu ser agora é todo negro
Negro da cor do nada
Negro que nega o tudo

Cansei de tudo
Das palavras sempre bem elaboradas no papel,
do livro sempre lido que de tão lido
está surrado e já com páginas amareladas
Dos sorrisos de dentes brancos
Da mesma casa, dos mesmos gostos,
dos mesmos discos novos.
Da internet sempre atual. Do vermelho vivo
que as luzes dos carros emitem no transito
De palavras sempre belas
e repetidas, dos desejos e insinuações
Desta minha fé morta, que de tão morta
move montanhas
Das mesmas pessoas, dos mesmos assuntos,
das mesmas casas, das mesmas caras.

Estou cansando e sobrecarregado
Cansei desta velha casca desgastada
que carrego sempre
e que com ela vou vivendo até um dia me acabar.
Cansei de tudo que é cor.
Cansei de tudo que é meu e mais um pouco
que tomo emprestado dos outros

Tudo o que me resta é esta casca
Esta velha casca desgastada
E esta angustia existencial inacabada

Fernando Martins


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