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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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domingo, 12 de junho de 2011

Sem barganha....


Uma garotinha que iria completar os seus cinco aninhos de vida foi questionada sobre o que aconteceria se as amiguinhas dela fossem à festa de aniversário, mas esquecessem de levar o presente. Ela prontamente respondeu: "eu nunca mais as convidaria para a minha festa".

Crianças na sua essência geralmente são sinceras e diz o que pensa ou aquilo que lhe foi ensinado. No quesito "barganha", talvez aquela menina esteja de parabéns! Sabe como negociar - mesmo que de maneira astuta - e, desde pequena, já exerce o "toma-lá-dá-cá" tão comum no mundo adulto.


Mais isso me fez pensar, como somos todos tendenciosos à barganha e por isso, muitas vezes, encontramos dificuldades para aceitar certos favores. Alguns desses "favores" são benefícios que nunca conseguiremos pagar, mas mesmo assim, insistimos em promover algo que possa aliviar a consciência do débito.


Favor significa "graça" ou "serviço prestado sem intuito de receber algum retorno" - em outras palavras, o favorecido não tem que pagar e o agraciador não têm que cobrar, mais mesmo sabendo disso, fazemos o possível até conseguir pagar, ao menos alguns favores.


Pois pensamos: Ora, mas não seria muita ingratidão deixar de retribuir a um favor? Depende. Se o coração do agraciador segue a lei do "toma-lá-dá-cá", o favorecido poderá agradecê-lo até com a própria vida que ainda assim o agraciador não se sentirá satisfeito, a ponto de perseguir o favorecido pelo resto da vida cobrando algo.


Por outro lado, se o coração do favorecido segue a lei de "levar vantagem em tudo", ele nunca reconhecerá o favor recebido, pensando ainda que os outros deveriam sempre estar fazendo algo a mais por ele.


Sendo assim, a gratidão não é algo que se produz pelo TER, mas sim pelo SER. É algo natural, espontâneo e sem regras.


O pior é que os viciados na barganha colocam em xeque-mate até mesmo a Graça de Deus, a qual ninguém poderá pagar com dinheiro nem com os muitos (e intermináveis) sacrifícios que tentam fazer para aliviar a consciência do peso da retribuição. Nessa hora, a mente entra em crise, afinal Deus não trabalha com a barganha, Ele gratuitamente libera perdão, amor, misericórdia, a todos aqueles que se aproxima dEle.


Assim, diferentemente daquela garotinha de cinco anos, Deus quer que você participe sempre da festa com ou sem presente. Os que querem levar presentes que levem, porém não venham pensando que receberão destaque entre os demais... nem mesmo pensem em cobrar a mesma atitude daqueles que, porventura, não puderam comprar ou esqueceram do presente.


Por outro lado, aqueles que, por um acaso, não têm presente para levar que não se sintam constrangidos. Vá à festa! Brinque se alegre, pule nos braços do Pai. Ele nunca deixará de nos convidar para as "próximas festas". Pois, melhor é esforçar-se para ficar livre da barganha, crendo essencialmente no conselho que Deus deixou ao apóstolo Paulo: "A minha GRAÇA te basta.” II Coríntios 12:9



Um ótima semana!!


Em
Cristo, onde superabundou a graça!!


Gisele Mulek



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