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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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terça-feira, 7 de junho de 2011

Livre...


Ela era uma garota comum e, como geralmente nada muito especial acontecia em sua vida, sonhava acordada a maior parte do dia... na escola, no carro, no chuveiro e na cama.

Ela era sempre a personagem principal dos seus sonhos, e ali era amada, querida e desejada. Pelo fato de tudo isso estar bem longe da sua realidade, muitas vezes ela distanciava-se do que acontecia em seu cotidiano e refugiava-se nesses sonhos.

Cada vez que uma amiga deixava de ser uma amiga, por exemplo, ela voltava para o seu mundo de fantasias, onde ninguém poderia machucá-la, pelo contrário – ali todos a amavam.

Crescer assim parecia mais fácil para ela, mas a realidade foi se tornando cada vez mais difícil de ser encarada. Sua família mudou-se para um lugar longe de tudo e de todos que ela conhecia.

De uma hora para outra, essa menina se viu num país estranho, cercada por uma nova língua e um novo povo. Aqueles foram os piores anos de sua adolescência. As garotas do colégio eram más com ela.

“Bullying” era um jogo novo que essa menina não sabia jogar, mas, felizmente, ela sempre podia se refugiar nos seus sonhos. E assim, cada vez mais ela se fechava dentro de si mesma e não deixava ninguém entrar. Ela escutava seu walkman durante todo o dia e sonhava.

A vida de uma garota comum que achava que nunca iria chegar a lugar algum, a qual ouvia constantemente pessoas dizerem que ela era muito tímida para namorar um dia, quanto mais para casar. Essa menina que não conseguia andar de bicicleta, e tudo o que tinha eram inseguranças estampadas em seu rosto, que não sorria para estranhos ou até mesmo colegas de classe, não olhava para ninguém nos olhos - por ser muito assustador para ela, e seu mundo consistia basicamente em viver um dia após o outro…

Era eu.

Um dia encontrei Deus e com isso me vi - toda espremida em um canto - com medo de sair e ser quem eu era. Não foi fácil, estava escondida naquele canto há muito tempo. Meus olhos se abriram e eu comecei a ver as coisas de forma diferente, a acreditar em tudo aquilo que havia sido um sonho até então.

Comecei a destruir as muralhas que havia colocado ao meu redor. Aprendi a lutar. Todo o processo levou um tempo para, finalmente, me arrancar de dentro daquela bolha invisível da qual fui prisioneira durante toda a minha vida. Mas, quando eu saí, estava finalmente livre.

Cristiane Cardoso



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Quantos de nos vivemos atrás de muralhas existenciais, sendo prisioneiros de nos mesmos. Precisamos lembrar que Deus nos fez livres, e devemos reconhecer isso em nossas vidas para que possamos viver uma vida plena, verdadeira e feliz.

Ao ler este texto, eu me imaginei nessa historia; e assim como ela também tive meu momento de mudança, nem sempre é fácil, mais posso garantir que vale a pena, eu escolhi romper meus próprios muros, e hoje me vejo livre de todas as minhas inseguranças da infância e juventude. Livre de todas as idéias erradas, acumuladas ao longo dos anos. Livre de todos os hábitos teimosos que me custaram muito no passado. Sinto-me livre para ser quem eu realmente sou.

Que Deus nos de graça e nos faça chegar até o fim de nossos dias com a certeza de que escolhemos a VIDA!!


Gisele Mulek


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