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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo...!!!


Mais um ano que termina, mais uma etapa percorrida, dias de muitas lutas, mais também de muitas conquistas. Com certeza um ano onde vi a fidelidade de Deus em minha vida, mesmo com meus erros e imperfeições, posso dizer Deus é Fiel!!!

De tudo que vivi, vale saber que foi com verdade, com a alma, com o coração... Não me importo se sou emoção demais, o que me importa é saber que... sorri, chorei, gritei, briguei, acolhi, sonhei, realizei, amei.. e não desisti da minha VIDA!!!

Que vale é seguir aprendendo, hora errando, corrigindo, hora acertando, mais sempre crescendo, aperfeiçoando, que vale é saber transformar as dificuldades em possibilidades, é saber aproveitar as oportunidades, e não desistir nunca, pois a vida segue numa via onde não temos retorno, então viva o hoje com entusiasmo.

Desejo para este novo ano, novas conquistas, novos sonhos, novas realizações... Desejo que Deus se faça presente em minha vida, em minha casa, em meu trabalho, em todas as minhas escolhas, que meu caminho seja iluminado pela Sua luz.

Desejo a todos meus familiares, amigos, colegas, companheiros aqui deste blog, as mais ricas bênçãos de Deus, um ano repleto de paz, harmonia, alegria, saúde, prosperidade, esperança, fé e amor...

E não esqueça, o novo começa dentro de nos, então que possamos viver intensamente cada momento, pois a vida é uma dádiva e cada instante é um presente de Deus.

Que venha 2011!!!

Feliz Ano Novo...!!!


Gisele Mulek

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Adeus...!!!


Um adeus nunca é planejado, talvez até esperado...

O adeus confere aos mortais um insustentável sentimento de vazio...


Não, um adeus jamais é esperado... é desesperado...


Adeus é um até amanhã que não disse a verdade para que só doesse depois...


O adeus é uma deixa para que o destino entre em cena...

Eu nunca gosto de dizer adeus... mais há um vento que nós carrega...

Que sopra, e impulsiona cada um de nós... e nos leva pela vida...

Não o vemos, nem podemos dominá-lo.. e as vezes nem entendemos o seu propósito...

Até gostaria de ficar mais tempo, mais esse vento esta me levando embora..

Sentirei falta...

Mais sigo, entendendo que o poder que me impulsiona, que me impele...

O faz com conhecimento Superior, de que assim é melhor...

É nisso que acredito....


Gisele Mulek


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Forças renovadas...


Nós nos abatemos sim, somos pessoas comuns, somos seres humanos, e seres humanos estão sujeitos a momentos de angústia, de decepção e até de desânimo porque não. Poxa, nós trabalhamos tanto, tentamos agradar a todos, sempre sorrindo, sendo "ombro amigo" de tanta gente, nos esforçamos para agradar e de repente, as pessoas vem com pedras e paus na mão, com palavras ásperas nos ofendem, caluniam e inventam estórias, e temos de ser bonzinhos?

Claro que ninguém tem de ser bonzinho diante das injustiças, diante das falsidades e de gente prepotente, mas isso não quer dizer que devemos nos angustiar, nos martirizar, arrancar os cabelos (talvez os últimos fios rss), só porque não viram nosso melhor sorriso, nossa melhor roupa, nosso esforço, nosso "sacrifício".

Para se prevenir desses ataques de decepção, pare de fantasiar com pessoas e fatos que não estão sob o seu controle, não mandamos nem nos nossos pensamentos, imagine comandar uma outra pessoa, não é verdade? Nós podemos e devemos sonhar, mas nunca fantasiar, criar uma realidade que só existe em nossa cabeça, porque fatalmente iremos quebrar a cara, os braços, a boca e outras partes...

Aprenda a sentir o gostinho de viver com liberdade, livre-se dos chatos, dos sugadores de energia que vivem rondando a sua vida, dos falsos amores, dos falsos amigos, das falsas verdades. Quer saber como? Com a velha receita: ame-se, respeite-se, goste do seu cheiro e até dos seus erros. Não se recrimine, não fique se comparando com ninguém, não aceite que outros venham te comparar com irmãos, amigos ou outros seja lá quem for.

Concentre-se no seu melhor, dentro de você tem uma lâmpada que irradia felicidade, acenda essa luz, não deixe ninguém apagá-la, principalmente você mesmo(a), com pensamentos negativos, com previsões negativas do futuro, com incertezas que são criadas apenas na sua cabecinha.

Para chegar a algum lugar é preciso dar o primeiro passo, ninguém anda mil metros se não der o primeiro passo. O primeiro passo para você ser feliz é se aceitar como você é, e buscar através de renovação dos pensamentos e de atitudes, melhorar-se a cada dia!. Acenda a sua luz e atraia mais luzes para perto de você.


*****

Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. Isaias 40:31

Uma ótima semana a todos..e aproveite bem... é a ultima do ano.. rs.


Gisele mulek

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pássaro novo.....


Somos como pássaros novos longe do ninho, descobrindo o mundo, seguimos fazendo nossa historia construindo um caminho.

Podemos cometer erros, porque estamos aqui para aprender. O que não podemos é permanecer no erro, mudar significa crescer.

Maior aprendizado nesse caminho é aprender a valorizar as pessoas e não as coisas. Bem material se perde, não levamos nada dessa vida. Mais a amizade, o amor, isso é eterno.

Nossa verdade é o que esta no coração, é o que transmite nossos olhos, então seja leve, seja livre, se permita simplesmente viver. Seja em vôo solo, ou coletivo, precisamos voar.

Como pássaro novo, alce seu primeiro vôo, e mesmo com medo e inseguranças, viva, sempre almejando ir mais longe.

E no caminho, nunca perca essa adrenalina do primeira vôo, pois é isso que nos move, e nos faz ir além.

A vida é simples, basta vivê-la....!!!


Gisele Mulek

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal...!!!


É natal...

É momento de alegria, de contentamento, de família reunida; não apenas para uma troca de presentes ou para saborear uma mesa farta, mais para demonstrar o verdadeiro significado desta data tão especial.

Pois é momento de renovar a fé e a esperança, de manter vivo dentro de nos aquele que veio a este mundo com propósito maior de nos dar vida, pois sem Ele, nada disso existiria.

Então que seja este um momento de renascer, momento de rever conceitos, momento de perdão, momento de demonstrar amor verdadeiro, momento de valorizas as pessoas, de reaver amigos, de manter amigos, momento de se doar.

Momento de reaprender a viver com simplicidade, de valorizar e agradecer o que temos, e te ter coragem de lutar para alcançar sonhos..

Desejo a todos um Feliz Natal, que Cristo renasça em nos todos os dias, e que possamos fazer dEle nosso modelo de vida.

Grande Abraço, Feliz Natal!!


Gisele Mulek


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Nasceu Jesus....



"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Isaias 9:6

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Vivendo acima do perigo...!!!


O Rio, o Ivinhema. Sob as águas tépidas um tronco submerso. Um pequeno galho seco sobressai o marolar das águas. Creio, um metro e meio acima da correnteza. Altura suficiente para não ser coberto na próxima enchente do rio. Na extremidade do galho um pequeno oco. Largura suficiente para permitir a entrada de duas lindas andorinhas brancas.

Românticas, ali construíram o seu ninho. Lá estavam os filhotes. Sempre famintos a chilrar a música do quero mais. Para atendê-los, pai e mãe andorinha iam e vinham céleres com o alimento predileto dos pequenos famintos. Pequeníssimos insetos.

À noite, resolvemos aproximar com o barco. Investigar aquela família especial a transmitir uma bela aventura de fé. O que vimos não há como descrever em palavras. Quadros há na vida que a própria vida não consegue explicar. Ou melhor, não conseguimos entender a exposição deles.

Ali estavam dois pequeninos pássaros que sobrevivem de minúsculos insetos, reunidos em família, sob a proteção do argênteo luar a refletir sobre as águas. Um deles montava guarda à porta do ninho, enquanto o outro aquecia com suas macias penas os filhotes.

Não falamos. Apenas admiramos. Em silêncio e respeitosamente deixamos o barco deslizar sobre as águas. Aquele ninho, no pequenino buraco de um galho seco sobre as águas possuía e transmitia uma mensagem desafiadora a nós humanos.

Encantado com a beleza daquelas andorinhas brancas, à mente chegou o corre-corre diário de todos nós. Casas equipadas com mil e um móveis, mas sem a paz e a tranqüilidade daquele ninho. Famílias reunidas e desunidas sob o mesmo teto, mas sem o calor daquele amor a aquecer os filhos. Despensa, geladeira, freezer repletos de guloseimas especiais contrastando com aquele ninho que não possui nenhuma reserva alimentícia para o dia seguinte. Razão simples: aquelas andorinhas comprovam a bela afirmação de Jesus Cristo a desafiar: “Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber, nem quanto ao vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais que o mantimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros, e o vosso pai celestial as alimenta. Não tende vós muito mais valor que elas?” (Mateus 6:25-26)

Claro que temos mais valor que uma pequena andorinhas, mas às vezes não cremos neste valor. Temos mais inteligência e construímos casas mais seguras, mas não conseguimos envolvê-las com a paz existente naquele ninho. Colocamos chaves, cadeados, segredos e alarmes em nossas casas, mas não conquistamos a segurança e a tranqüilidade daquele ninho. Por quê?

Razão simples: Falta-nos a capacidade de descansar nas promessas divinas. Saber que o Senhor cuida de nossas criaturas. Que é possível construir sobre a correnteza da própria violência moderna e descansar em paz sob a proteção do Senhor. Vivemos sempre em perigo e nele envolto. Deus, no entanto, desafia-nos a viver acima do perigo convictos de que jamais seremos abandona-dos.

No correr dos dias do ano, no vai-e-vem febril da vida agitada que o envolve, é bom parar e contemplar duas andorinhas com seus pequeninos filhotes (vale a redundância) a desafiar-nos: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia n’Ele e Ele tudo fará.” (Salmos 37:5), pois “basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:14). Assim procedendo, você será feliz.





*****

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Escolhas de uma vida


A certa altura do filme "Crimes e Pecados", o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. E no amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma parceria, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços... Escolha: Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!


*****


Nossas escolhas devem ser verdadeiras, e carregadas de maturidade suficiente para lidar com os resultados, sejam eles bons ou maus. Aceitando as incertezas e as dificuldades como e quando elas se apresentam, lutando para sair delas com ânimo e coragem.

Acredito que o destino pouco tem a ver com as escolhas pessoais; penso que o acaso não existe, pois cada ser humano está a todo instante, construindo o seu amanhã.

Afinal, colhemos o que plantamos!!

Pense bem.. você faz suas escolhas... e suas escolhas fazem você!!

Um ótimo final de semana a todos.

Gisele Mulek

domingo, 12 de dezembro de 2010

Adversidades.....


Uma filha se queixou ao pai sobre a vida e sobre como as coisas estavam difíceis para ela. Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto, até ferver. Numa panela colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e os ovos e colocou numa tigela. Pegou o café com uma concha e colocou-o numa xícara. Virando-se para a filha, perguntou: Querida, o que você está vendo? Cenouras, ovos e café, ela respondeu.

Ele trouxe a filha para mais perto e pediu para ela experimentar as cenouras, o ovo e o café. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias, os ovos mais duros por causa da fervura e o café tinha um aroma delicioso. Ela perguntou humildemente: O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles tinha enfrentado a mesma adversidade: A água fervendo. Só que cada um reagiu de maneira diferente.

A cenoura entrou na água forte, firme e inflexível. Mas depois da água fervendo, amoleceu e ficou frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, a parte de dentro ficou mais dura.

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que foi colocado na água fervente, ele mudou a água.

Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?

Você tem se sentido frágil diante das adversidades, perdendo a firmeza que sempre o manteve seguro?? Ou tem deixado os problemas e angustias da vida endurecer seu coração?

Ou será que tem superado as altas temperaturas da vida onde muitas vezes somos ensartados; e conseguido transformar o ambiente, as pessoas, e a você mesmo?? Pois penso que tudo na nossa vida está conectado na nossa forma de pensar e de agir.

Somos diariamente testados, provados, mais creio que Deus nos capacita a vencer, depende de nossas atitudes; sempre digo, que o que podemos fazer, Ele não fará, então entregue sim sua vida a Ele, mais não seja passivo, vá em frente, lute, busque, cresça, aprenda, evolua.

Use as adversidades a seu favor, faça das pedras degrau para seu caminho, creia e permaneça firme em sua fé, pois somente assim poderemos mudar as circunstâncias desfavoráveis que muitas vezes nos cercam.


Um grande abraço, uma semana abençoada em Cristo!!


Gisele Mulek


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O campo de abacaxis....


Esta é uma história verídica.

A história do campo de abacaxis aconteceu na Nova Guiné. Ela durou sete anos. É uma ilustração profunda de um princípio bíblico básico aplicado. Ao ler este relato original, você descobrirá que ele é um exemplo clássico do tipo de lutas que cada um de nós enfrenta até que aprenda a aplicar o princípio de renúncia aos direitos pessoais.

Minha família e eu trabalhamos com pessoas bem no meio da selva. Um dia, resolvi levar para aquela região alguns abacaxis. O povo já tinha ouvido falar de abacaxis. Alguns já os haviam provado, mas não tinham meios de consegui-los. Busquei então, mais de cem mudas de uma outra missão. Contratei um homem da aldeia, e ele plantou todas as mudas. Eu o paguei pelo serviço prestado (sal e diversas outras coisas que necessitava) e durante dias ele trabalhou. Precisei ter muita paciência até que as pequenas mudas de abacaxi se tornassem arbustos grandes e produzissem abacaxis.

Demorou uns três anos. Lá no meio da selva, você às vezes tem saudades de comer frutas. Não é fácil conseguir frutas e verduras frescas.

Finalmente, no terceiro ano, pudemos ver surgir abacaxis que davam "água na boca", e só estávamos esperando o Natal chegar, porque é nesta época que eles ficam maduros. No dia de Natal minha esposa e eu saímos ansiosos para ver se algum abacaxi já estava pronto para ser tirado do pé, mas tivemos uma surpresa desagradável após a outra. Não conseguimos colher nem um só abacaxi.

Os nativos haviam roubado todos! Eles os roubavam antes de ficarem maduros. É costume deles, roubar antes que as frutas amadureçam e assim o dono não as possa colher.

E aqui estou eu, um missionário, ficando com raiva dessas pessoas. Missionários não devem ficar com raiva, vocês todos sabem disto, mas fiquei e eu disse a eles: “rapazes, eu esperei três anos por estes abacaxis. Não consegui colher um único deles. Agora outros estão amadurecendo, se desaparecer mais um só destes abacaxis, fecharei a minha clínica.”

Minha esposa dirigia a clínica. Ela dava gratuitamente todos os remédios àquela gente. Eles não pagavam nada! Nós estávamos nos desgastando tentando ajudá-los, cuidando de seus doentes e salvando as vidas de suas crianças. Os abacaxis ficaram maduros e um por um foi roubado! Então achei que deveria me defender deles. Eu simplesmente não podia deixar que fizessem comigo o que queriam... Mas a verdadeira razão não era esta.

Eu era uma pessoa muito egoísta, que queria comer abacaxis. Fechei a clínica. As crianças começaram a adoecer, não podiam evitar, a vida era bastante difícil naquela região. Vinham pessoas com gripe, tossindo e pedindo remédio e nós dizíamos: “Não! Lembrem-se que vocês roubaram nossos abacaxis”. “Não fui eu!” – eles respondiam – “foram os outros que fizeram isso”. E continuaram tossindo e pedindo. Não conseguimos manter mais a nossa posição; reabrimos a clínica. Abrimos a clínica e eles continuaram roubando nossos abacaxis.

Fiquei novamente louco raiva e resolvi fechar o armazém. No armazém eles compravam fósforos, sal, anzóis, etc. Antes eles não tinham essas coisas, por isso não iriam morrer sem elas. Comuniquei minha decisão: “vou fechar o armazém, vocês roubaram mais abacaxis”.

Fechamos o armazém e eles começaram a resmungar: “vamos nos mudar daqui porque não temos mais sal. Se não há mais armazém, não há vantagem para ficarmos aqui com esse homem. Podemos voltar para nossas casas na selva” e se mudaram para a selva.

E ali estava eu, sentado comendo abacaxis, mas sem pessoas na aldeia, sem ministério, sem condições de aprender a língua para traduzir a Bíblia. Falei com minha esposa: “Podemos comer abacaxis nos Estados Unidos, se é só o que temos para fazer”.

Um dos nativos passou por ali, e eu lhe pedi para avisar que na segunda-feira abriria novamente o armazém. Pensei e pensei em como resolver o caso dos abacaxis... Meu Deus! Deve haver um jeito o que posso fazer?

Chegou o tempo de minha licença e eu aproveitei para ir a um Curso Intensivo para Jovens. Lá ouvi que deveríamos entregar tudo a Deus. A Bíblia diz que se você der você terá; se quiser guardar para si, perderá tudo. Dê todas as suas coisas a Deus e Ele zelará para que você tenha o suficiente.

Este é um princípio básico. Pensei o seguinte: “amigo, você não tem nada a perder. Vou entregar o caso dos abacaxis a Deus...” Eu sabia que não era fácil fazer um sacrifício! Sacrificar significa você entregar algo que você gosta muito, mas eu decidi dar a plantação de abacaxis a Deus e ver o que Ele faria. Assim, saí para plantação, à noite e orei: “Pai, o Senhor está vendo estes pés de abacaxis? Eu lutei muito para colher alguns. Discuti com os nativos, exigi meus direitos. Fiz tudo errado, estou compreendendo agora. Reconheço o meu erro, e quero entregar tudo ao Senhor. De agora em diante, se o Senhor quiser me deixar comer algum abacaxi, eu aceito caso contrário, tudo bem, não tem problema".

Assim, eu dei os abacaxis a Deus e os nativos continuaram roubando-os como de costume. Pensei com meus botões: “Deus não pôde controlá-los” Então um dia, eles vieram falar comigo: “Tu-uan (que significa estrangeiro) o senhor se tornou cristão, não é verdade?” Eu estava pronto para dizer: “Escute aqui, eu sou cristão já há vinte anos!”, mas em vez disto eu perguntei: “por que vocês estão perguntando isso?” “Porque o senhor não fica mais com raiva quando roubamos seus abacaxis”, eles responderam. Isso me abriu os olhos. Eu finalmente estava vivendo o que estivera pregando a eles. Eu lhes tinha dito que amassem uns aos outros, que fossem gentis, e sempre exigia os meus direitos e eles sabiam disso. Depois de algum tempo alguém perguntou: “Por que o senhor não fica mais com raiva?” “Eu passei a plantação adiante”, respondi, “ela não pertence mais a mim, por isso vocês não estão mais roubando os meus abacaxis e eu não tenho motivos para ficar com raiva”.

Um deles arriscando perguntou: “para quem o senhor deu a plantação?” então eu disse: “Dei a plantação para Deus”. “A Deus?” – exclamaram todos – “ele não tem abacaxis onde mora!” “Eu não sei se lê tem ou não abacaxis onde mora”, respondi – “eu simplesmente lhe dei os abacaxis”.

Eles voltaram para a aldeia e disseram para todos: “vocês sabem de quem estamos roubando os abacaxis? Tu-uam os deu a Deus” e começaram a pensar sobre o assunto... E combinaram entre si: “Se os abacaxis são de Deus, agora não devemos mais roubá-los” Eles tinham medo de Deus.

Os abacaxis novamente começaram a amadurecer. Os nativos vieram para me avisar: “Tu-uan, seus abacaxis estão maduros”. “Não são meus, eles pertencem a Deus” – respondi. “É melhor o senhor comer, pois vão apodrecer”. Então colhi alguns, e deixei também para os nativos.

Quando me sentei à mesa com minha família para comê-los, eu orei: “Senhor, estamos comendo seus abacaxis, muito obrigado por me dar alguns.”. Durante todos os anos em que estive com os nativos, eles estiveram me observando, e prestando atenção às minhas palavras. Eles viam que as duas coisas não combinavam. E, quando eu comecei a mudar, eles também mudaram. Em pouco tempo, muitos se tornaram cristãos.

O princípio da entrega a Deus, estava funcionando realmente. Eu quase não acreditei... “Mais tarde, passei a entregar outras coisas para Deus”.


*Extraído do livro A Verdadeira Felicidade (estudo sobre As Bem Aventuranças)– Jaime Kemp - Editora Sepal



*****


Confia no SENHOR e fazê o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.Descansa no SENHOR, e espera nele; Salmos 37: 3 a 7.

Uma semana abençoada a todos!!



Gisele Mulek


domingo, 5 de dezembro de 2010

Colhendo Sonhos..!!!


Com as mãos cheias de sonhos,
fui para o campo, fazer o plantio.
E semeando a cada um deles eu
pude perceber o quanto são valorosos.
E resolvi vê-los crescer e os vi tão
desenvoltos, que abriu sob minha
cabeça um céu de esperança e sobre
os meus pés um mar de amor...
E quando comecei a colher os sonhos
que cresceram diante dos meus olhos,
emaranhado ao meu corpo como se
saíssem de mim feito galhos de arvores,
entendi que sonhar é preciso.


*****

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Contagiante....


Hoje, andando pela rua com minha caçula, minha pequena Rebeca de dois anos e meio, vivi algumas curiosidades.

Para ela na verdade tudo é curioso, e por alguns momentos passei a observá-la mais atentamente, e percebi como as coisas simples a cativam e prendem sua atenção. Coisas que muitas vezes passam por nos despercebidas, pois estamos num ritmo tão frenético em nossas correrias diárias, que nem damos atenção para coisas "seculares".

Ela se encantou com a fonte de água no meio da Rua XV, já passei por lá tantas vezes, sei que a fonte esta lá, mais nunca parei para olhá-la, e hoje (rs) impressionante como é bonita, no meio do agito, lá esta ela, para enfeite, para chamar atenção, de poucos, como a minha menina.

Ela olhou atentamente os enfeites de natal que começam a ser colocados pelas calçadas, em particular algumas árvores de ferro em formato de pinheirinhos, algumas verdes, outras brancas, essa diferença de cores, também visto por ela, que ao ver a árvore branca exclamou: “esta suja neh mamãe”... sorri é confirmei... mas no mesmo instante pensei... mal olhei, e ela no entanto percebeu além da própria árvore.

Sem contar os pássaros, que ela teima em tentar pegar (rs), as lojas de calçados, as bancas de revista, tudo para ela é espetacular, com direito a comentários inacreditáveis.

Ela avistou um homem vestido de “papai-noel” soltou das minhas mãos e saiu correndo em direção a ele, sem cerimônias disse: “oi, tudo bem com você” (rs), irresistível neh, ele a tomou nos braços e perguntou: o que quer de presente de natal, e ela prontamente respondeu: “um violão” , sorriu e voltou para mim.

Mais adiante, ela fitou um senhor sentado na calçada, e aquele velho, sujo, mal cheiroso, carrancudo, diante dela também não resistiu e sorriu pra ela.

Um pouco mais a frente estava passando um carro todo de enfeites natalinos, que ninguém dava muita importância, mais ela parou, disse: "música" ficou ali olhando, e as pessoas que passavam, paravam para olhar para ela, ver encanto que tinha em seus olhos e sorriam.

Ela em sua simplicidade consegue ver um mundo sem maldades, com seu colorido, com sua alegria, consegue fazer os outros sorrir, mesmo sem conhecê-los.

Isso me fez pensar, naquele texto onde Jesus diz "Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus; Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele".

Penso que é a essa simplicidade que se refere, nesse jeito ingênuo de ver o mundo e as pessoas, de viver sem se preocupar o que os outros vão pensar ou dizer, de ser verdadeiro, e de valorizar as pequenas coisas.

Tão pequena, mais tão contagiante...


Mamãe coruja... rs... Gisele Mulek

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