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Aqui… com doçura, com paixão e alegria, vida, sorrisos, sucesso e amor; Sabedoria, esperança, caridade e diferenças; Saudades, liberdade, dúvidas e certezas; Entre amigos ou família, quem sabe outras crenças, dias de sol ou de chuva, sem frescuras… dividimos…"segredos".


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domingo, 17 de outubro de 2010

Dúvida....


O que fazemos na dúvida? O que fazer quando não temos certeza?

Recentemente fomos surpreendidos pela terrível notícia dos mineradores soterrados no Chile, todo o mundo sentiu-se atingido por aquela situação. De alguma maneira todos foram tomados por uma sensação de impotência, de fragilidade, de desalento; as pessoas se perguntavam, porque? Sentiam-se perdidas, sem esperança. O que fazer? O que dizer para as famílias? O que dizer para mim mesmo? Foi um tempo de desorientação, mas foi um tempo onde as pessoas estavam juntas, solidárias, mesmo que unidas pelo sentimento comum da dor; o desespero era o elo que ligava cada ser, foi uma experiência pública, terrível, mais estávamos todos juntos nela.

Mas pensando nisso, imagine como é pior para um homem solitário ou pra uma mulher solitária, atingidos por uma tragédia particular, sem poder compartilhar sua dor, seu sentimento.

“Ninguém sabe que estou doente;”
“Ninguém sabe que perdi meu amigo;”
“Ninguém sabe que perdi meu amor;”
“Ninguém sabe que fiz algo de errado;”

Imagine a solidão, é como se visse o mundo por uma janela, de um lado do vidro as pessoas vivendo felizes e sem problemas, e do outro lado esta você, sem motivação, sozinho, sem saber o que fazer, ou para onde ir.

Ouvi uma historia sobre um navio cargueiro que certa noite enfrentou grande tempestade, não resistiu, foi a pique e somente um marinheiro sobreviveu.

Ele encontrou um barco salva vidas, ajeitou as velas e por ser marinheiro, conhecedor de seu oficio, elevou seus olhos aos céus e leu as estrelas. Com isso ele determinou a rota, o caminho para casa, exausto, dormiu.

As nuvens chegaram, e por vinte noites ele não pode ver as estrelas. A esta altura ele já não tinha mais certeza que estava no caminho certo. E enquanto o tempo passava o marinheiro ficava mais fraco, e ele começou a duvidar.

Ele não para, mais não podia deixar de imaginar: Será que estabeleci a rota correta? Será que ainda estou no caminho de casa? Ou estou perdido e condenado a uma morte terrível? A mensagem das constelações teria imaginado por conta das circunstancias? Ou teria visto a verdade?

Não havia como saber, ele tinha que acreditar, mesmo sem poder renovar sua confiança, tinha que seguir mesmo sem confirmação.

Sei que muitos conhecem bem essa crise de fé que descrevo; pois a dúvida pode ser um elo tão forte, tão poderoso, sustentável e duradouro quanto à certeza.

Quando se está perdido sentimo-nos sozinho, como se tudo estivesse de cabeça para baixo; pois nesse mundo em que vivemos, permeados por dúvidas, não é fácil seguir.

Porém, renove sua fé e mantenha uma única certeza, Deus tem o melhor para você.
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Em Cristo,
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Gisele Mulek
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Um comentário:

Sandro disse...

Graça e paz, sempre!

Passei por aqui para conhecer seu blog.
Estou procurando bons blogs para compartilhar.

Já estou te seguindo.

Ficaria muito feliz se puder me visitar.
Se quiser me seguir também será um prazer para mim.

Abraço em Cristo,

Sandro
http://oreinoemnos.blogspot.com/
Te espero lá.

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